sábado, 23 de fevereiro de 2013

A História de Lowi Avardan, parte 3





Parte 3 – Informações sobre meus amigos

Aqui falarei das informações que recebi, através de diversos meios, sobre as pessoas as pessoas que fizeram parte de minha história:

Melissa Avardan/Moonstar

Melissa Avardan/Moonstar
Você deve até pensar que seria estranho o fato de eu ter-lhe contado toda minha história e, em nenhum momento dela, haver citado que eu tenho uma irmã, não é, Silvana?

Bom, não falei dela porque nossos destinos eram bastante diferentes até a chegada os elfos de Alfheim, além disso, ela não é a única, tenho outros quatro irmãos, no entanto eles preferiram a vida tranquila nas bosques. Como eu lhe disse, muitos dos Callarii do interior de Radlebb foram à Rifllian para ajudar os refugiados. Melissa estava entre eles. Ela trabalhou durante muito tempo com plantas medicinais da floresta, desse modo seus serviços eram indispensáveis para todos aqueles que chegavam fatigados e feridos.

Após o primeiro momento, da chegada e dos cuidados que foram prestados à nossos irmãos imigrantes, iniciaram-se os preparativos para a instalação destes em Radlebb. Minha irmã, instalou-se em Rifllian. Disse-me que conheceu um mestre de Alfheim que ficou impressionado com suas habilidades e conhecimento.

 - Ele falou que meus conhecimentos serão muito úteis para as ciências da alquimia e da necromancia! – disse-me.

 - Necromancia? Alquimia? Estas são práticas muito perigosas, Lissa! Quem é esse mestre? Isso certamente não é conhecimento élfico! E muito menos dos elfos de Alfheim, que utilizam a magia pura e positiva – respondi-lhe.

Normalmente, meu comentário a teria deixado emburrada e sem falar comigo durante um ou dois anos (que para nós elfos são como curtas semanas), mas não foi o que aconteceu. Além desse misterioso mestre, Melissa começou a envolver-se amorosamente com Selleon. No início achei que estivesse apenas me provocando, tendo um pretexto para ir a minha tenda em Rifllian, mas não falar comigo. No entanto, preocupava-me o fato de que meu amigo estivesse realmente apaixonado por ela.

- Tua irmã é maravilhosa, meu caro Lowi – disse-me – ela consola-me de minha dor a ponto de fazer esquecer-me que a sinto. Que minha querida mulher, que agora descansa nos braços de Ordana, aceite e abençoe este novo amor e nos deseje felicidades até que retornemos à seiva da Grande Árvore Clestial. Melissa, astuta e espirituosa, é totalmente diferente de Oliviare, séria e devota. Nunca pensei que isso fosse possível.

- Tomes cuidado, Selleon. Melissa está muito diferente do que a conheço. A influência deste instrutor de quem ela tanto fala, mas que nem mesmo tu conheces a está afetando muito. Ela carrega um livro de magias agora, não carrega?

- Sim carrega. E até permitiu que eu assinasse meu nome em uma de suas páginas. Mas não se preocupe amigo Lowi. Ela disse-me há algumas semanas atrás que seu instrutor deixou Radlebb.

Por fim, minhas preocupações se concretizaram. Cerca de um ano antes de minha partida, Melissa desapareceu de Rifllian, supostamente em busca de seu mestre. Em nenhum local de Radlebb, à leste ou a à oeste da estrada do Rei era possível encontra-la. O pobre Selleon ficou desolado:

- Diga-me, estimado Lowi, será que Ilsundal ou outro imortal deseja que o sofrimento de minh’alma não tenha fim? É justo que um homem perca duas vezes o amor verdadeiro? Digo-o que a única coisa que ainda mantém minha vontade de viver é esperança de reencontrar minha pequena Airin - tal situação atrasou por algum tempo minha partida, como pode perceber, pois temia abandonar meu amigo neste estado.

Assim que minha jornada começou, foi muito difícil conseguir notícia sobre ela. A ordinária mudou seu nome, abandonando o de nossa família e aderindo ao de seu mestre: Moonstar. Costume comum entre os humanos, como fiquei sabendo após conhecer Liandra. No entanto seus feitos e seus companheiros são misteriosos assim como a existência de seu mestre. Alguns disseram que ela foi vista acompanhada de um homem que parecia com um criminoso thyatiano, que esteve foragido em Darokin por muitos anos, e um anão de Rockhome pouco conhecido das redondezas. Perguntavam sobre o caminho para o Baronato da Águia Negra, se não me engano, um lugar infame, assim como o nome sugere.

Rezo a Ilsundal para que minha irmã não cause problemas ao povo ou mesmo ao governo de Karameikos, seria uma grande desonra aos Callarii, que desde sua chegada têm tido o melhor dos relacionamentos com os humanos.


Nalied Lehuts e Erial del’Arnid

Veja só essa carta de minha colega! É uma pena que tenha tempo de responder à ela! Mas não importa, nos encontraremos em breve, quando formos a Mirros.

Mirros, 4 de Eirmont de 1012

Saudações meu caro colega Lowerdin Avardan

Fico extremamente feliz em receber notícias tuas. Vejo que tem praticado aquilo que Mestre Maylen nos ensinou e certamente Threshold e suas redondezas são um lugar melhor graças aos teus esforços e de teus amigos.

Como deves ter imaginado Mestre Maylen sentiu-se profundamente magoado com tua partida – imagino que mesmo com suas diferenças, tu eras o favorito de nosso mestre. Erial e eu tentávamos animá-lo, mas ele passava a maior parte do tempo em sua tenda, e algumas semanas depois deixamos de visita-lo.

Erial veio a mim e manifestou seu interesse em também deixar a Floresta de Radlebb. Disse-me que tu estavas certo, e se ele e eu desejássemos aumentar nossos poderes, não era sob os cuidados de Maylen que conseguiríamos. Isso fez-me sentir profundamente ofendida. Não estava interessada em aumentar meus poderes! Como Erial podia dizer-me tamanha estupidez? No entanto, sabia que meus objetivos em Radlebb estavam cumpridos.

Na semana seguinte, Erial e eu partimos na direção oposta à tua: para o sul. Deixamos uma carta à Mestre Maylen, mas não aguardamos sua resposta. Erial desejava aprender mais sobre a magia e desse modo estabeleceu-se na cidade de Krakatos, onde esperava ser admitido na recém-fundada Escola Karameikana de Artes Arcanas. Acompanhei-o até Krakatos, mas continuei ao sul até Mirros, de onde escrevo esta carta.

Soube da Guarda Élfica do Rei Stefan Karameikos e interessei-me em ingressá-la, uma vez que estando nela poderia prestar meus serviços não somente aos Callarii, mas também a todo o povo do Reino. Além disso, como tu bem me conheces, tenho grande afinidade pelas Organizações Militares.

Percebi, no entanto, que sendo a Guarda Élfica parte da 2ª Divisão das Forças Armadas de Karameikos, apenas soldados de elite a compõe. Por isso, passei a intensificar meu treinamento para o próximo recrutamento. Aprendi também que, infelizmente, nas sociedades humanos, sua família e sua proximidade com a Aristocracia define quem és. Isso tem sido minha maior dificuldade, pois tenho confiança em minhas habilidades, mas ainda não possuo contatos políticos importantes. Enfim, farei o possível ou encontrarei outro caminho.

Com relação à Erial, voltei à Krakatos na semana passada, um mês após nos separarmos. Procurei por ele na EKAA e um dos professores falou-me que não havia passado mais do que duas semanas na Academia. Disseram-me que Erial ria do quanto a magia dos humanos era rala e banal. Ele partiu então para um reino muito distante chamado Glantri, onde existe a maior escola de magias do mundo conhecido e onde todos os magos são esnobes como ele. Desde então não tive mais notícias sobre nosso colega.

Armânia (essa é a égua élfica de Nali) sente muita falta de Radlebb... Acho que todos nós sentimos. Ela também pergunta sempre de ti e de Erial, talvez seu instinto natural a faça perceber mais claramente aquilo que Maylen no disse sobre manter as Relíquias de Ildossar juntas. Mas ela tem sido uma boa companheira – a maioria dos humanos daqui são de origem Thyatiana, parecidos comigo, tu deves pensar, mas ainda assim difíceis de se relacionar.

Bom Lowi, é isto que tenho a contar-lhe. Tomes cuidado ao adentrar Alfheim e que Ilsundal o proteja.

Espero reencontramo-nos em breve.

Nalied Lehuts

Nali e Armânia

Um comentário:

  1. Muito bom Thiagaum... cheio de ganchos e com profundidade... legal... vamos explorar bem isso na Campanha!

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