sábado, 23 de fevereiro de 2013

A História de Lowi Avardan, parte 3





Parte 3 – Informações sobre meus amigos

Aqui falarei das informações que recebi, através de diversos meios, sobre as pessoas as pessoas que fizeram parte de minha história:

Melissa Avardan/Moonstar

Melissa Avardan/Moonstar
Você deve até pensar que seria estranho o fato de eu ter-lhe contado toda minha história e, em nenhum momento dela, haver citado que eu tenho uma irmã, não é, Silvana?

Bom, não falei dela porque nossos destinos eram bastante diferentes até a chegada os elfos de Alfheim, além disso, ela não é a única, tenho outros quatro irmãos, no entanto eles preferiram a vida tranquila nas bosques. Como eu lhe disse, muitos dos Callarii do interior de Radlebb foram à Rifllian para ajudar os refugiados. Melissa estava entre eles. Ela trabalhou durante muito tempo com plantas medicinais da floresta, desse modo seus serviços eram indispensáveis para todos aqueles que chegavam fatigados e feridos.

Após o primeiro momento, da chegada e dos cuidados que foram prestados à nossos irmãos imigrantes, iniciaram-se os preparativos para a instalação destes em Radlebb. Minha irmã, instalou-se em Rifllian. Disse-me que conheceu um mestre de Alfheim que ficou impressionado com suas habilidades e conhecimento.

 - Ele falou que meus conhecimentos serão muito úteis para as ciências da alquimia e da necromancia! – disse-me.

 - Necromancia? Alquimia? Estas são práticas muito perigosas, Lissa! Quem é esse mestre? Isso certamente não é conhecimento élfico! E muito menos dos elfos de Alfheim, que utilizam a magia pura e positiva – respondi-lhe.

Normalmente, meu comentário a teria deixado emburrada e sem falar comigo durante um ou dois anos (que para nós elfos são como curtas semanas), mas não foi o que aconteceu. Além desse misterioso mestre, Melissa começou a envolver-se amorosamente com Selleon. No início achei que estivesse apenas me provocando, tendo um pretexto para ir a minha tenda em Rifllian, mas não falar comigo. No entanto, preocupava-me o fato de que meu amigo estivesse realmente apaixonado por ela.

- Tua irmã é maravilhosa, meu caro Lowi – disse-me – ela consola-me de minha dor a ponto de fazer esquecer-me que a sinto. Que minha querida mulher, que agora descansa nos braços de Ordana, aceite e abençoe este novo amor e nos deseje felicidades até que retornemos à seiva da Grande Árvore Clestial. Melissa, astuta e espirituosa, é totalmente diferente de Oliviare, séria e devota. Nunca pensei que isso fosse possível.

- Tomes cuidado, Selleon. Melissa está muito diferente do que a conheço. A influência deste instrutor de quem ela tanto fala, mas que nem mesmo tu conheces a está afetando muito. Ela carrega um livro de magias agora, não carrega?

- Sim carrega. E até permitiu que eu assinasse meu nome em uma de suas páginas. Mas não se preocupe amigo Lowi. Ela disse-me há algumas semanas atrás que seu instrutor deixou Radlebb.

Por fim, minhas preocupações se concretizaram. Cerca de um ano antes de minha partida, Melissa desapareceu de Rifllian, supostamente em busca de seu mestre. Em nenhum local de Radlebb, à leste ou a à oeste da estrada do Rei era possível encontra-la. O pobre Selleon ficou desolado:

- Diga-me, estimado Lowi, será que Ilsundal ou outro imortal deseja que o sofrimento de minh’alma não tenha fim? É justo que um homem perca duas vezes o amor verdadeiro? Digo-o que a única coisa que ainda mantém minha vontade de viver é esperança de reencontrar minha pequena Airin - tal situação atrasou por algum tempo minha partida, como pode perceber, pois temia abandonar meu amigo neste estado.

Assim que minha jornada começou, foi muito difícil conseguir notícia sobre ela. A ordinária mudou seu nome, abandonando o de nossa família e aderindo ao de seu mestre: Moonstar. Costume comum entre os humanos, como fiquei sabendo após conhecer Liandra. No entanto seus feitos e seus companheiros são misteriosos assim como a existência de seu mestre. Alguns disseram que ela foi vista acompanhada de um homem que parecia com um criminoso thyatiano, que esteve foragido em Darokin por muitos anos, e um anão de Rockhome pouco conhecido das redondezas. Perguntavam sobre o caminho para o Baronato da Águia Negra, se não me engano, um lugar infame, assim como o nome sugere.

Rezo a Ilsundal para que minha irmã não cause problemas ao povo ou mesmo ao governo de Karameikos, seria uma grande desonra aos Callarii, que desde sua chegada têm tido o melhor dos relacionamentos com os humanos.


Nalied Lehuts e Erial del’Arnid

Veja só essa carta de minha colega! É uma pena que tenha tempo de responder à ela! Mas não importa, nos encontraremos em breve, quando formos a Mirros.

Mirros, 4 de Eirmont de 1012

Saudações meu caro colega Lowerdin Avardan

Fico extremamente feliz em receber notícias tuas. Vejo que tem praticado aquilo que Mestre Maylen nos ensinou e certamente Threshold e suas redondezas são um lugar melhor graças aos teus esforços e de teus amigos.

Como deves ter imaginado Mestre Maylen sentiu-se profundamente magoado com tua partida – imagino que mesmo com suas diferenças, tu eras o favorito de nosso mestre. Erial e eu tentávamos animá-lo, mas ele passava a maior parte do tempo em sua tenda, e algumas semanas depois deixamos de visita-lo.

Erial veio a mim e manifestou seu interesse em também deixar a Floresta de Radlebb. Disse-me que tu estavas certo, e se ele e eu desejássemos aumentar nossos poderes, não era sob os cuidados de Maylen que conseguiríamos. Isso fez-me sentir profundamente ofendida. Não estava interessada em aumentar meus poderes! Como Erial podia dizer-me tamanha estupidez? No entanto, sabia que meus objetivos em Radlebb estavam cumpridos.

Na semana seguinte, Erial e eu partimos na direção oposta à tua: para o sul. Deixamos uma carta à Mestre Maylen, mas não aguardamos sua resposta. Erial desejava aprender mais sobre a magia e desse modo estabeleceu-se na cidade de Krakatos, onde esperava ser admitido na recém-fundada Escola Karameikana de Artes Arcanas. Acompanhei-o até Krakatos, mas continuei ao sul até Mirros, de onde escrevo esta carta.

Soube da Guarda Élfica do Rei Stefan Karameikos e interessei-me em ingressá-la, uma vez que estando nela poderia prestar meus serviços não somente aos Callarii, mas também a todo o povo do Reino. Além disso, como tu bem me conheces, tenho grande afinidade pelas Organizações Militares.

Percebi, no entanto, que sendo a Guarda Élfica parte da 2ª Divisão das Forças Armadas de Karameikos, apenas soldados de elite a compõe. Por isso, passei a intensificar meu treinamento para o próximo recrutamento. Aprendi também que, infelizmente, nas sociedades humanos, sua família e sua proximidade com a Aristocracia define quem és. Isso tem sido minha maior dificuldade, pois tenho confiança em minhas habilidades, mas ainda não possuo contatos políticos importantes. Enfim, farei o possível ou encontrarei outro caminho.

Com relação à Erial, voltei à Krakatos na semana passada, um mês após nos separarmos. Procurei por ele na EKAA e um dos professores falou-me que não havia passado mais do que duas semanas na Academia. Disseram-me que Erial ria do quanto a magia dos humanos era rala e banal. Ele partiu então para um reino muito distante chamado Glantri, onde existe a maior escola de magias do mundo conhecido e onde todos os magos são esnobes como ele. Desde então não tive mais notícias sobre nosso colega.

Armânia (essa é a égua élfica de Nali) sente muita falta de Radlebb... Acho que todos nós sentimos. Ela também pergunta sempre de ti e de Erial, talvez seu instinto natural a faça perceber mais claramente aquilo que Maylen no disse sobre manter as Relíquias de Ildossar juntas. Mas ela tem sido uma boa companheira – a maioria dos humanos daqui são de origem Thyatiana, parecidos comigo, tu deves pensar, mas ainda assim difíceis de se relacionar.

Bom Lowi, é isto que tenho a contar-lhe. Tomes cuidado ao adentrar Alfheim e que Ilsundal o proteja.

Espero reencontramo-nos em breve.

Nalied Lehuts

Nali e Armânia

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Informações sobre a Escola de Magia


Comunicado numero 1 da Grande Escola de Magia
15 de Thaumont de 1013

Assunto 1: início do ano letivo.
A Grande Escola de Magia de Glantri oferece as boas vindas aos alunos para o início de seu 138º ano letivo, desde sua fundação em 875 D. C. pelo Magnífico Étienne d’Ambreville (In Memmorian).
Desejo em nome do Conselho dos Príncipes, dos membros da diretoria e dos professores um ótimo ano a todos e que os novos conhecimentos adquiridos sejam usados da melhor forma possível para trazer glória à Glantri e os Principados.
Abaixo segue, como de costume, os comunicados dos outros membros da administração. Que Rad, único e poderoso imortal, ilumine a todos.



Harald Haaskins
Reitor da Grande Escola de Magia
Príncipe de Sablestone


Assunto 2: regras de conduta.

O ano mal começou e já tivemos problemas de comportamento! Reforço a todos os alunos (como sempre) que duelos de magia são extremamente proibidos dentro dos limites da escola, a não ser que estejam sob supervisão de um professor. Atos de racismo ou discriminação são intoleráveis.
Yriss Gauth, ex-aluna da escola, é considerada INIMIGA da Grande Escola de Magia. Informações sobre seu paradeiro serão recompensadas. Quem for visto em sua companhia será também considerado inimigo da GEM.
À pedido dos professores foi adicionado uma nova categoria de itens no Manual de Proibições da Escola, alunos utilizando estes objetos sem a supervisão serão sofrerão as devidas punições:
     Categoria nº 4037: Objetos mágicos de espionagem ou com função similar.
     4037.1: Gema da Visão Verdadeira
     4037.2: Elmo de Telepatia
     4037.3: Bola de Cristal
     4037.4: Outros aparatos a critério dos professores

Grato,

Uerd al’Aras
Administrador do Campus

Yriss Gauth é procurada pela assassinato de Thanrae Sycloe

Assunto 3: resultado das novas admissões

Segue abaixo a lista de alunos aprovados, com as respectivas notas para iniciarem os estudos na primavera deste ano letivo:
Monique d’Ambreville, de N. Averoigne                    10
Dalonder, de Morlay-Malinbois                                   8
Erial del’Arnid, de Radlebb (Karameikos)                   8
Miguelito de B. y Fedorias, de Belcadiz                       8 (nível aumentado)
Elfric Verlien, de Bergdhoven                                      7
Gazum, de Nova Kolland                                            7
Bayarmaa Da’rim, de Krondahar                                 6
Dalila Dmitrov, aluna de intercâmbio da EKAA            6
Jellal Fernandez, de Glantri City                                   6
Radriel Wyrdlore, de Erwan                                        5

As notas dão acesso à diferentes privilégios dentro da GEM. A quebra de regras de conduta ou o não pagamento dos encargos provoca a imediata perda destes privilégios. As notas podem ser aumentadas (ou abaixadas) a cada ano, quando é requerido um novo teste e um pagamento de 100 ducados.

Nota 4: Alunos com esta nota são admitidos na escola, mas estarão em observação. Caso não obtenha nota 5 em um exame aplicado um ano após a admissão,  não será permitido a esse aluno frequentar a GEM.
Nota 5: Mínimo exigido. Possibilidade de uso dos laboratórios e a possiblidade de cursar 2 (duas) disciplinas. Disciplinas e custos extras a cargo do estudante.
Acesso permitido a qualquer hora do dia ou da noite às seguintes estruturas da escola:
1.      Jardim central.
Clique para ver o mapa grande
2.      Prédio principal da Escola
3.      Terraço de meditação
6.  Torre dos Arquivos (Biblioteca)
7.  Museu de Monstrologia
8.   Observatório Celestial
9.   Templo de Rad.
10. Cozinhas
11. Refeitório
12. Torre da Administração
13. Almoxarifado
14. Área de decolagem de grifos
15. Estábulo dos grifos
16. Portão principal
17. Segurança do campus
Nota 6: Todos os anteriores, mais a possibilidade de cursar uma outra disciplina. Disponibilização de uma sala de estudos de 120m³ (4 x 5 x 3) com estante, armário, mesa de estudos e duas cadeiras.
Nota 7: Todos os anteriores, mais a oportunidade se ser orientado por um dos Mestres Especialistas da GEM, caso haja interesse do aluno.
·         Inguin diCorenveni, Mestra de Encantamento;
·         Tasirol Lightfellow, Mestre de Transmutação;
·         Bertok Gam, Mestre de Necromancia;
·         Marchesia Philipe, Mestra de Conjuração;
·         Dergov Loeten, Mestre de Evocação;
·         LaVeron Chonere, Mestra de Ilusão
·         Wilhelm Bhes, Mestre de Adivinhação
·         Rhogene Zilipieti, Mestra de Abjuração
Nota 8: Todos os anteriores, mais a oportunidade de participar (com custos pagos pela GEM) da feira anual Arcanium, que acontece entre os dias 25 a 27 de Thaumont como expositor ou conferencista. A escola contribuirá com 50% dos custos de uma pesquisa específica (contanto que dentro dos interesses da escola).
Nota 9: Todos os anteriores, mais 20% de desconto nos encargos da escola. 
Acesso à área:
5. Torre de Experimentos secretos
Nota 10: Todos os anteriores, mais o privilégio de ser orientado pelo magnífico reitor da GEM, o Príncipe Harald Haaskins de Sablestone.
Acesso à área:
4. Torre do Reitor

Em caso de dúvida, procurar em minha sala.

Angan Forrestir
Mestre de Admissões

Assunto 4: disciplinas disponíveis no ano.

Olá meus queridos! Que maravilha! Mais um ano para tentarem colocar algo dentro de suas cabecinhas! As disciplinas deste ano foram especialmente preparadas! Nada de preguiça, hein pessoal! Nem de exageram no trabalho!

Lista de Disciplinas:
Combate básico (armas de magos)
Combate avançado (outras armas)
Conjuração de Familiar
Engenharia
Herbalismo
História e Sociedade de Glantri
Línguas de Mystara
Meditação
Magia dramática
Magia rápida
Monstrologia
Teoria de Alquimia I
Treino de agilidade

Fiquem de olho e não deixem de passar para falar um oi! Beijinhos!

Marisi Viniene
Diretora Acadêmica

Assunto 5: laboratórios.
Lista de atividades laboratoriais e professores responsáveis. Dúvidas na minha sala. Favor atentar-se aos requisitos de cada atividade.

1.      Observação Celestial – Prof. Sareik
Requisito: Nenhum. Conhecimentos em astrologia recomendável.

2.      Pesquisa em Magia – Vários professores
Requisito: Nenhum. Incentivos à pesquisa de novas magias

3.      Processos alquímicos – Profa. Isabelle d’Ambreville
Requisitos: Conhecimentos em alquimia básica.

4.      Construção de veículos mágicos – Prof. Galvan
Requisitos: Engenharia avançada.

5.      Contatos extraplanares – Prof. Lindenbrock
Requisitos: Nenhum. Nível avançado.

6.      Estudo de campo de monstrologia – Mestre Giuilion
Requisitos: Nenhum. Conhecimento em monstrologia recomendável.

7.      Catalogação de componentes mágicos – Mestre Tobol Vlarostk
Requisitos: Nenhum.


Tobol Vlarostk
Administrador dos Laboratórios

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Diário de Dar Inberlon, parte final


O Diário de Dar Inberlon
Fonte: Glantri, Kingdom of Magic, TSR, 1995 (Folhetos 7C e 7D)
Tradução livre de Thiagaum

Legenda:
Negrito:          Nomes de Reinos do Mundo Conhecido
Sublinhado:    Organizações ou personalidades políticas importantes
Azul:               Nomes de Principados/Clãs
Verde:             Regiões geográficas
Laranja:           Cidades importantes


3 de Sviftmont: Hoje está dia calmo e ventoso, um silêncio preenche as ruas e canais da cidade. Muito mais tranquilo do que estava ontem à noite quando eu chequei os animais. Ao contrário de qualquer outra cidade que eu vi, esta parece mais ativa à noite do que de dia. Muitas lojas, especialmente as de suprimentos para magos têm as horas normais durante o dia, pausa para o jantar, reabrindo a noite, e finalmente, fechando novamente em torno do tempo de desjejum. Quase todas as tabernas e restaurantes ficam abertos a maior parte da noite, e muitos abrem apenas à noite. Além de ficar fora toda a noite, Glantrianos parecem pensar que se vestir todo de preto está muito na moda também. Em Karameikos essas pessoas assim são suspeitas de serem criminosos ou até mesmo vampiros.

Theris me disse esta manhã que na noite passada ele encontrou um velho louco que diz ser o Mestre do Canal. Aparentemente, este homem controla toda a atividade sobre e sob os canais. Aspectos como transporte de carga ocorrem aos olhos do público, mas a outra atividade, é decididamente secreta. Theris disse que este homem - quando ele não estava balbuciando incoerentemente ou respondendo vozes que só ele podia ouvir - pediu-lhe para realizar um serviço de menor importância para ele. Em troca, o Mestre prometeu contar Theris um segredo para fazer qualquer comerciante rico. Aparentemente, este Mestre do Canal, é uma espécie de guardião dos segredos - ele os dá apenas para aqueles dispostos a pagar com serviços. Acho que posso dizer como o velho descobre seus segredos: ele queria Theris para espionasse uma reunião esta noite entre um certo nobre menor e um membro da Guilda de assassinos Mão Invisível. Theris pediu-me para ir com ele, eu realmente não estou certo sobre isso.

4 de Sviftmont: Ontem à noite, Theris e eu fomos para o antigo armazém que o Mestre do Canal especificou. Antes que pudéssemos ver a reunião fomos atacados por uma criatura cuja imagem vai assombrar os meus sonhos por anos. Theris acha que era um lobisomem. Honestamente não sei o suficiente sobre essas coisas para discutir. Vou apenas fazer um desenho do que eu vi e deixar por isso mesmo. A besta aparentemente estava guardando os segredos dentro desse armazém e nós só escapamos por pouco de suas garras desprezíveis. Eu estou certo de nunca mais voltar lá. Este lugar nunca pára de me surpreender. Lobisomens rondando abertamente pela cidade! Apenas em Glantri.

6 de Sviftmont: Neve começou a cair, e o que se fala pela pousada é que os canais estarão congelados em breve. Durante os meses mais frios do inverno, aparentemente, a cidade utiliza os canais como ruas geladas. Eu passei os últimos dois dias aprendendo ainda mais sobre esta terra estranha e os principados que a compõem. Além daqueles já mencionados (Erewan, Belcadiz, Krondahar, Bramyra, Boldavia, Klantyre e Nova Kolland). Glantri tem mais seis principados. Fenswick, que é um principado ainda muito pequeno. Aalban é um lugar militarista e disciplinado, conhecida pela fabricação de muitos produtos. Fenswick e Aalban são assumidamente aliados políticos - alguns dizem seus governantes, a Princesa Dolores e Príncipe Jaggar tornaram-se romanticamente envolvidos.

Desenho da criatura terrível que vi.
Há muito tempo atrás, ou assim me disseram, Glantri era habitada por uma raça mágica conhecida como Flaems, que chamavam esta terra de "Braejr". A maioria dos descendentes desta raça vive agora no principado de Bergdhoven. Sablestone está longe para o oeste, um principado recentemente forjado onde antes havia apenas terras selvagens. No entanto, ninguém aqui na cidade pensa demais da terra áspera e pouco civilizada de Sablestone. O reino favorecido (pelo menos hoje) é Nouvelle Averoigne. Ele soa, pelo menos, como um lugar de cultura, oferecendo muito da arte, teatro, comida maravilhosa e vinhos fabulosos. Este principado é um aliado próximo com outro no oeste de Glantri chamado Morlay-Malinbois. Estranhamente, todos sempre mencionam licantropos quando falam desses lugares. Eu acho que eu já tive o suficiente de tais criaturas, obrigado.

Amanhã partimos de volta para Darokin, e então para casa. Esperamos chegar até o sul antes de a neve ficar pesada. Eu me sinto menos feliz ao ouvir da nossa partida do que esperava, Glantri é realmente um lugar fascinante. Não se pode caminhar ao longo de um canal sem passar por um mago de realizando de alguma maravilha arcana, mesmo que seja apenas para remover as manchas de água suja da bainha de suas vestes. Eles gostam quando você assiste - gostam impressionar as pessoas com a sua magia. No entanto, ainda assim não acho que os Glantrianos sejam um povo admirável, parecem cheios de hipocrisia, crenças irracionais e ideias paranoicas. Eles trancafiam segredos e as intrigas são muitas. Eles reverenciam coisas escuras que pessoas normais temem com razão - monstros, criaturas sombrias da noite - e convivem com goblins e orcs assassinos.

Os principados de Glantri nunca serão tediantes, no entanto. Agora que eu me acostumei com suas peculiaridades, eu sei que esta terra é um reino de emoção e aventura.

FIM

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Diário de Dar Inberlon, parte 2


Diário de Dar Inberlon
Fonte: Glantri, Kingdom of Magic, TSR, 1995 (Folhetos 7B e 7C)
Tradução livre de Thiagaum

Legenda:
Negrito:          Nomes de Reinos do Mundo Conhecido
Sublinhado:    Organizações ou personalidades políticas importantes
Azul:               Nomes de Principados/Clãs
Verde:             Regiões geográficas
Laranja:           Cidades importantes



2 de Sviftmont: Glantri City é uma maravilha! Construída sobre a confluência de dois grandes rios, é uma cidade mais de canais do que de ruas. Barqueiros chamados gondoleiros conduzem suas gôndolas através desses canais levando pessoas onde quer que elas desejem ir por algo em torno de 10 pennies (Glantrianos usam o penny de cobre, o soberano de prata, o ducado de ouro e a coroa de platina como moedas. As coroas possuem o valor de 50 ducados, pois dizem que aquelas possuem poderes mágicos - Eu não entendo a natureza dessa magia, mas elas de fato brilham naturalmente!). Calçadas de pedra - quase todas as construções são de pedra aqui – estendem-se ao lado a maioria dos canais, degraus levam até o nível da água cerca de 1 metro e meio abaixo das entradas dos edifícios. A maioria das lojas e casas está dois ou três degraus mais altos e todos têm uma incrível quantidade de ornamentação. Gárgulas com rostos com olhares aterrorizantes e outras imagens perturbadoras parecem ser, infelizmente os favoritos por aqui.

A não ser que você escolha caminhar, a melhor maneira de se deslocar pela cidade é contratando os serviços dos Gondoleiros. Estes barqueiros dos canais cobram dos clientes um penny para cada cem jardas de viagem; eles julgam a distância através de marcadores vermelho-e-brancos colocados em intervalos dos canais.

Uma cidade sem ruas não é lugar para cavalos então eu tive que alojar os nosso na periferia da cidade. Como o meu dever nesta jornada é cuidar dos animais para este grupo de comerciantes agora me sinto muito inútil para eles. Oh, bem, eu estou feliz por ter tanto tempo livre. Eu verifico os cavalos apenas uma vez por dia, à noite antes de eu ir dormir.

Explorando a capital, percebi que a condição dos prédios e calçadas varia muito de acordo com a parte da cidade ou "quadrante" que visito. Hoje eu dei uma volta pelo Quadrante do Porto, pelo Quadrante dos Mercadores (obviamente onde meus amigos passam a maior parte do tempo), o Quadrante da Classe Média (uma área tranquila, repleta de casas, cortiços, sábios, escribas e onde fica biblioteca da cidade), e do Quadrante dos Nobres (onde vi muitas mansões fabulosas e lugares caros para se comer e beber).
Estas áreas são mantidas muito bem. O Quadrante do Entretenimento, com seus teatros e galerias de arte parece um pouco menos bem conservado. A parte mais decrépita de Glantri City, ouvi dizer, é o seu Quadrante Oeste, onde a classe mais baixa habita. Edifícios desmoronam ao longo de suas passarelas e resíduos entopem seus canais. A área inteira é conhecida por ser um local de jogatinas, organizações ilegais e criminosas. Eu não acho que eu irei visita-la, se não for extremamente necessário. Pelo menos os moradores colocaram o Quartel do Condestável nesta área de alta criminalidade da cidade, as autoridades estão onde eles são mais necessárias. Ouvi dizer que a chefe de polícia é uma mulher rígida com muito bom senso e pouca clemência ou misericórdia para com os criminosos. Sendo um defensor da lei e da ordem, apenas saber que ela é responsável, faz-me sentir um pouco mais seguro aqui na cidade.

No centro da cidade encontra-se o Quadrante da Cidadela, onde o Conselho de Príncipes e do Parlamento se encontram. Já que Glantri City (assim como Trintan anteriormente) não está dentro de um principado, o Conselho governa a capital como um todo. O Conselho também toma decisões que moldam todo o reino, tais como questões de política externa. Preocupações muito menores para o Conselho são tratadas pelo Parlamento um corpo composto de toda a nobreza Glantriana: barões, duques, etc
Todo mundo sabe que os apenas os feiticeiros e magos mandam em Glantri. No entanto, me espantou saber que as leis realmente impedem qualquer pessoa, exceto um mago de tornar-se nobre. Filhos de nobres que nascem sem o talento para a magia não podem suceder seus pais. Eles chamam essa forma de governo "magocracia". Eu a chamo de estranho.

Os magos são geralmente um bando de excêntricos, por isso o fato de que eles governam essa terra faz com que haja algumas ocorrências estranhas. Muitos nobres utilizam-se de profissionais (da Guilda dos Porta-Vozes) para representá-los no Parlamento ou até mesmo em suas próprias sedes locais de governo, uma vez que eles estão ocupados demais pesquisando algum feitiço do que para fazerem seus trabalhos!

Uma coisa que precisa-se ter em mente em relação a este conceito de magocracia, é o pensamento de que todos os nobres são bruxos, mas nem todos os magos de Glantri são nobres. No entanto, independentemente pertencerem ao Parlamento, é claro que um mago sempre gozará de maior status social do que, digamos, um guerreiro. Aqui, a magia é como dinheiro: na maioria dos reinos, os ricos recebem tratamento especial, poder político, status e outras vantagens apenas devido à sua riqueza. Em Glantri não é o dinheiro que concede essas coisas, mas a magia (embora a maioria dos magos sejam ricos - algumas pessoas têm toda a sorte).

Enquanto os magos desfrutam de mais poder e liberdade aqui em Glantri do que praticamente qualquer outro lugar, outros grupos são especialmente limitados ou mesmo proibidos. Religião é proibida aqui, e eu cheguei a ver as pessoas tratarem sacerdotes como condenados cuja culpa é certa, mas ainda não foi provada. As autoridades vigiam sacerdotes muito atentamente: se os policiais virem um deles propagando crenças pessoais ou lançando feitiços similares à magias arcanas, eles prendem o pobre clérigo. No entanto, tal tratamento repulsivo marca uma melhoria em relação ao modo como as pessoas já trataram os sacerdotes nesta terra mágica - e uma melhoria sobre a forma com que os glantrianos tratam anões também. 

Uma contenda antiga entre os anões e esses magos (alimentada pelo fato dos anões possuírem resistência inata a magia, que feiticeiros odeiam e temem) criou uma inimizade de proporções épicas. Anões, se tiverem sorte, encontrar-se-ão simplesmente negada a sua entrada em Glantri. O que permitiu que nosso companheiro anão, Adri Rivensteel, nos acompanhar através da fronteira foi uma capa mágica do disfarce que o faz parecer um menino humano. Os outros comentam que, se descoberto, ele vai acabar o cobaia de teste para experimentos de algum mago louco. Não é difícil entender por que a maioria dos anões não querer vir para cá.

Falando de magos, o Quadrante da Citadela também abriga a Grande Escola de Magia. Depois de todos os dias que passei nesta terra, estou surpreso que eu ter permanecido ignorante sobre a Grande Escola. A observação cuidadosa leva-me a chamar esta instituição a pedra angular da sociedade e do poder Glantriano. Crianças de toda Glantri são enviadas aqui na esperança de que eles despertem o talento para a magia. Não apenas isso, mas os bruxos de todo o mundo vêm aqui para estudar magia. Alguns proclamam a Grande Escola como a maior fonte de receitas para o reino, considerando o alto custo do ensino. Outros consideram-na o maior sorvedouro de recursos da economia Glantriana, devido ao custo proibitivo da manutenção de uma escola de magia. Independente de quem esteja certo (talvez ambas as posições apontem alguma verdade), a escola certamente me impressionou. 

Magos voam para dentro e para fora montados grifos ou sob os seus próprios poderes mágicos. Flashes de luz, em cores que eu nunca vi antes, explodem das janelas quase rotineiramente. Mesmo eu, sem nenhum conhecimento de feitiçaria, posso sentir o pulso vibrante de poder mágico vindo das torres.

Devo parar de escrever agora, pois estou ficando muito cansado, e ainda tenho de verificar os cavalos.

Continua...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O diário de Dar Inberlon, parte 1


(Olá pessoal, este é a contextualização básica para a campanha em Glantri, o Reino da Magia, que começarei a mestrar neste carnaval, é importante que leiam estas e as próximas postagens antes de começarmos para que tenham uma ideia dos personagens).

O Diário de Dar Inberlo
Fonte: Glantri, Kingdom of Magic, TSR, 1995 (Folhetos 7A e 7B)
Tradução livre de Thiagaum

Legenda:
Negrito:        Nomes de Reinos do Mundo Conhecido
Sublinhado:    Organizações ou personalidades políticas importantes
Azul:               Nomes de Principados/Clãs
Verde:             Regiões geográficas
Laranja:           Cidades importantes


21 de Ambyrmont: Eu não conheço muito sobre Glantri, mas o que sei me preocupa. Uma terra governada por magos deve muito diferente do que qualquer outra no Mundo Conhecido. Eu não sei o que esperar de um lugar que acolhe monstros como cidadãos mas executa abertamente os anões de Rockhome. Parece-me ser uma terra contraditória onde coexistem situações de liberdade e de opressão, de ordem e de anarquia.
Não, eu não estou ansioso por minha viagem dentro das fronteiras deste reino. Nem um pouco.

24 de Ambyrmont: Quando saímos do perigo das Terras Arruinadas, muitos do nosso grupo suspiraram aliviados. Outros de nós, que ouviram estranhas histórias sobre Glantri, sentiram-se como se estivéssemos apenas trocando um perigo por outro.
Passamos a noite em Trintan, uma vila não muito diferente de qualquer outra. Aqui nós aprendemos com os moradores que Glantri é governado por um conselho de 13 Príncipes Magos (a maioria de nós já sabia disso). Cada um destes lordes controla um principado dentro Glantri. No entanto, parece que vastas áreas permanecem fora dos principados - Trintan reside em uma região como esta. (Aparentemente, o Conselho de Príncipes é um corpo que rege estas áreas não afiliadas) Acredito que Glantri soa como uma terra de leis complicadas e excessiva burocracia.
Trintan situa-se entre os dois principados élficos de Erewan e Belcadiz. Embora menor, o clã Belcadiz tem o melhor relacionamento com o resto do reino do que seu rival Erewan. Os elfos de Erewan são primos próximos dos refugiados da antiga Alfheim (de pele e cabelos claros, um povo nobre, porém distante), enquanto os Belcadiz são únicos em seu cabelo escuro, sua compleição e seu estilo dramático típicos do Glantrianos.
Pessoas dizem que Erewan é um principado em cerco, pois orcs, goblins e sua laia invadem as terras dos elfos de seu principado de humanoides vizinho. Esta região monstruosa, chamada Nova Kolland, situa-se em torno da Grande Cratera: um grande buraco no solo criado quando um enorme meteoro caiu do céu durante as terríveis guerras há poucos anos atrás. Alguns dizem que os próprios Imortais enviaram a rocha, mas eu não conheço muito sobre isso. No entanto, uma coisa é certa – grande parte da região sul de Glantri ainda está em ruínas.
Meus companheiros esperam fazer negócios com os elfos, particularmente os Belcadiz. Eles especulam que o tecido de renda élfico será extremamente valioso quando voltarmos para Karameikos. É realmente lindo eu devo admitir. Nosso objetivo final é chegar à capital deste país. Esse é o verdadeiro centro de comércio.


(As datas a seguir estão erradas, pois os meses de Mystara têm apenas 28 Dias. Mas vou manter como esta no original para não criar confusão. Não sei como a TSR foi cometer um erro desses...).

29 de Ambyrmont: Agora estamos em nosso caminho para o coração deste reino: a sua capital, Glantri City. Nós passamos pelas terras élficas tendo conduzido negócios em uma cidade chamada Nova Alvar. Um cavalheiro interessante teve-nos tempo para explicar algumas das intrigas locais enquanto meus companheiros compravam alguns tecidos de renda élfica. Eu aprendi que Glantrianos são inimigos de longa data dos Canados de Ethengar, que fica a leste. Dois principados: Krondahar e Bramyra foram construídos originalmente por Magos de Ethengarianos perseguidos e suas famílias. Agora, a maioria dos Glantrianos não gosta de seus descendentes, devido à sua herança. (Parece que eles amam odiar). Não obstante, estes dois principados "suspeitos"- em especial Bramyra, o reino mais jovem - são encarregados ​​de defender Glantri contra uma invasão Ethengariana. Esta invasão não ocorreu em quase 400 anos ... Estes Glantrianos são uma raça estranha.

30 de Ambyrmont: Uma tempestade de raios pesada, que durou o dia inteiro, dificultou a nossa viagem com muito vento e lama - e esta é uma das poucas estradas boas Glantri. Eu entendo que muitas pessoas dependem dos rios para o transporte ao invés das estradas, mas, aparentemente, a maioria simplesmente não viaja muito - até mesmo de principado para principado. Meu amigo Theris diz que parte do motivo de as pessoas não viajarem muito é a natureza sinistra do próprio local. Admito, eu nunca vi noites tão escuras quanto nas estradas de Glantri. Nós todos ouvimos contos de vampiros e monstros mágicos, mas eu não acho que nenhum de nós acreditou neles ... até agora. Há uma espécie assustadora de frio no ar daqui.
Disseram-me que o sentimento de ameaça piora a medida que se vai mais ao norte. Aparentemente, vampiros e outros mortos-vivos infestam dois dos principados ao norte de Glantri: Boldavia e Klantyre. Boldavia em particular, é dito ser um lugar escuro e terrível, onde os nobres governam os cidadãos oprimidos com uma crueldade desumana. Klantyre também, embora aparentemente mais inócuo está sob uma sombra horrível, cuja fonte é desconhecida. Talvez eu aprenda mais em Glantri City.

Continua...