quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A História de Lowi Avardan, parte 2


Parte 2 – A grande tragédia

A história de nosso mestre Maylen nos causou, obviamente, um grande espanto. Agora eu e meus colegas possuíamos as Relíquias de Ildossar, um presente encomendado pelo Imortal Mealiden para um presente à Lady Callarii. Éramos agora os guardiões do Clã Callarii.

Durante uma década e meia Erial, Nali e eu continuamos nossa vida em Rifllian. Trabalhávamos como defensores da cidade contra góblins e alguns ladrões que vez ou outra assaltam os comerciantes da cidade. Por opção, escolhemos não espalhar a história das Relíquias de Ildossar. Não queríamos que uma história nos fizesse heróis, queríamos ser reconhecidos como tais. Mestre Maylen também continuou na aldeia, mas agora, era raramente visto, apenas eu e meus colegas o visitávamos alguma vezes por ano.

Foi numa ventosa tarde outonal de Ambyrmont que vivi o momento mais infeliz de minha vida. O vento soprava lentamente, como se a própria terra estivesse em luto. E então, vimos uma enorme silhueta no crepúsculo. Eram nossos irmãos de Alfheim que chegavam a nós Callariis, buscando aconchego. Os elfos que habitavam Rifllian, mesmo aqueles que eram ricos comerciantes, pararam imediatamente o que estavam fazendo e correram para o horizonte para ajudar seus semelhantes. Naquele dia, cerca de trezentos elfos chegaram à Rifllian, e mais duzentos chegaram nas semanas que se seguiram.

Ajudei a um homem de aparência jovem, que aparentava ser apenas algumas décadas mais velho que eu. Ele era forte e de aparência saudável, mas seu corpo estava coberto de feridas. Carreguei-o até minha tenda, mas quando ia sair para buscar alguém que pudesse lhe prestar melhores cuidados, ele segurou meu braço e disse:

 - Deixe que os curandeiros daqui cuidem dos outros primeiro.

Ao ouvir tal pedido, voltei-me e sentem ao seu lado. Tratei de seus ferimentos da melhor maneira que pude, como Maylen me ensinou. Quando terminei achei que estava adormecido, mas para minha surpresa ele disse:

Selleon como o encontrei
 - A quem tenho a honra de conhecer?

 - Meu nome é Lowerdin Avardan – respondi, um pouco assustado – agora descanse, meu caro...

 - Selleon. Selleon Ivorein.

No dia seguinte, sai de minha tenda e fui direto à morada de Mestre Maylen. Rifllian estava desoladora. Havia refugiados por todo o local, o comércio estava parado e muitos outros elfos que viviam no interior da floresta de Radlebb vieram para prestar assistência aos imigrantes. Mestre Maylen estava hospedando uma família conhecida sua. Disse-lhe:

 - Mestre, precisamos fazer algo!

 - Já estamos fazendo o que está ao nosso alcance, Lowi – respondeu-me.

 - Tal injustiça precisa ser reparada. Alfheim é sua terra natal, mestre! Podemos reunir os guerreiros Callarii de toda Radlebb e talvez até o próprio duque Thyatiano que governa essas terras nos preste assistência. Em um mês, talvez dois, poderemos nos agrupar e marchar para Alfheim!

 - As coisas não são tão simples assim, Lowi. A tragédia que se abateu sobre Alfheim é de proporções nunca antes vistas. Não seja tolo, rapaz, ajude às pessoas que chegarem e estará fazendo muito por elas.

Sai da tenda de Maylen sem dizer mais nada e quando voltei à minha, encontrei Selleon tentando se levantar e empurrei-o de volta para a cama. O elfo aceitou a contragosto. Depois que lhe dei algo para comer, contou-me sua história. Disse que Alfheim está em guerra com os elfos das sombras há mais de meio século. A magia que protegia o reino era pouco a pouco dissipada à medida que o inimigo avançava. Os Drows, como se chamavam esses elfos, lutavam em número assombroso, usando magia destrutiva poderosa e comandando criaturas infernais que habitavam as profundezas. Toda a floresta mágica de Canolbarth fora corrompida e agora havia somente desolação.

 - Minha família é de Feador, ao leste do reino. Eu trabalhava como mensageiro e já viajei a todos os limites de Canolbarth. Também lutei para proteger minha cidade natal, mas minha mulher, fora o primeiro alvo dos invasores. Ela e todos os outros clérigos de Feador foram mortos por uma enorme criatura que não ouso nem mesmo descrevê-la. Minha pequena filha, Airin, fora capturada pelos malditos drows. Juntei-me à uma comitiva que fugia para uma terra que ainda chamávamos de Traldar, onde há séculos a tribo de Lady Callarii se estabelecera. Estavam todos esperançosos de que nossos irmãos nos receberiam bem, e felizmente, assim o foi.

Selleon hospedou-se em minha tenda e nos tornamos grandes amigos. Ele me deu muitos detalhes sobre a invasão Drow e situação de Alfheim. Em mim, crescia cada vez mais a vontade de fazer algo. Não sabia dizer exatamente o que queria. Sabia que não podia vencer os Drows sozinho, mas não podia ficar parado. Tinha de ir à Alfheim. No entanto, mesmo com essa determinação, passaram-se ainda alguns anos antes que tomasse minha derradeira decisão.

 - Você está louco! – gritou-me Maylen batendo a caneca com vinho na mesa, após me ver com a espada na bainha e a mochila pronta para viagem, Erial e Nali lançavam-me também olhares com um misto de reprovação e surpresa – você vai morrer logo que pisar em Alfheim! Além do mais, você possui uma das Relíquias de Ildossar, não podemos permitir que ela caia em mãos inimigas. Mais do que isso, as Relíquias devem permanecer juntas!

 - Então venham todos comigo! Tenho certeza que se estivermos juntos podemos fazer algo por Alfheim. Se ficarmos aqui parados não é que não estaremos fazendo nada – respondi.

 - Sua motivação é nobre, Lowi, mas não pode ser tão impulsivo. Vai cometer uma grande loucura! – disse-me Erial.

 - E ainda tem coragem de convidar-nos para a morte certa! – disse-me Nali.

Durante mais de uma hora, Maylen e meus colegas tentarem me convencer desistir desta ideia. Mas naquela mesma noite, deixei um recado à Selleon em minha tenda e parti. Nos primeiros dias de minha viagem vaguei perdido pelas florestas e colinas de Karameikos. Sentia muito medo, mas não podia voltar. Desejava profundamente que meus amigos tivessem vindo.

O treinamento de Maylen me preparou para diversas situações em uma viagem ou aventura, mas é somente quando se caminha com as próprias pernas que se aprende de verdade. Após uma semana de caminhada nos campos karameikanos cheguei à um pequeno vilarejo chamado Verge. Lá conheci Alex e ser desprezível (que eu infelizmente só iria perceber muito mais tarde) chamado Lom. Foram os primeiros companheiros que tive em minha jornada e isso acalmou meu espírito.


Um dos locais em Alfheim como Selleon me descreveu, no entanto, hoje está totalmente corrompida
O resto você já conhece, minha querida Rubi. Viajamos durante algum tempo pelas áreas rurais e silvestres do reino, onde o mal se manifesta até mesmo nas menores formas. Não imagino que isso tenha me atrasado de minha missão para com meus irmãos de Alfheim, sinto profundo prazer em ajudar as pessoas que encontro em meu caminho, como a jovem traladarana, aspirante à Espada de Halav, que sonhou com um unicórnio em perigo. Havia também o povo que tinha seu dinheiro extorquido por aquele maléfico gnomo. Marna a fugitiva dos Drows; o mercador Juster, sequestrado pelo Anel de Ferro; Bertrak, Teobaldo e outros que sofreram com a maligna bruxa. Tenho certeza que tudo isso deixou-me mais forte, e aproximou-me mais de minha missão.

domingo, 23 de dezembro de 2012

A História de Lowi Avardan


Parte 1 – A vida nas Florestas de Radlebb

Minha cara Rubi... Não acha que essas almofadas de tecidos Ylaruanos são um luxo desnecessário para nossa modesta base de operações? Tudo bem! Entendo seu bom gosto, sentemo-nos nelas e contar-te-ei minha história. Imagino que tenha lido meus últimos registos, não? Eles são importantes para entender minha história. Como coloquei, os Elfos Callarii são descendentes do clã liderado pela magnífica Lady Callarii que abdicou de seu amor, o Imortal Mealiden, em nome do povo élfico que não podia seguir viagem. Meus ancestrais chegaram nesta terra num momento em que o povo traladarano vivia o período conhecido como Era Negra. De fato, talvez aquele momento também fosse uma era negra para os elfos.

A tribo de Lady Callarii se instalou nas florestas de Radlebb, onde plantou nossa Árvore da Vida, da qual falarei em uma oportunidade futura. Por isso, até hoje, a maior parte dos Elfos Callarii nasce no interior dos bosques. Há, como você deve ter imaginado, goblins por lá. Nossos pais se preocupam bastante com fato e por isso os casos de ataques goblinóides à crianças elfas são muito raros – mas acontecem. No entanto, nesses meus poucos cento e oito anos nunca ouvi nenhum caso grave.

Nossa infância é muito similar aos contos de fadas e sonhos dos humanos. No interior da floresta brincamos de esconde-esconde com as pixies de asas coloridas, que não têm mais de trinta centímetros de altura. Aprendemos sobre o este e outros mundos ouvindo as belíssimas narrativas e canções dos sátiros. E os centauros ensinam-nos sobre as plantas e os animais, principalmente sobre os cavalos. Por volta dos nossos cinquenta ou setenta anos atingimos a maioridade e partir de então começamos a buscar nossos próprios caminhos. É como acordar de um sonho que durou uma vida inteira. Cada um busca a profissão com que mais se identifica. Alguns se tornam patrulheiros das florestas, outros se tornam criadores de cavalos ou agricultores. Poucos se tornam comerciantes ou aventureiros.
A infância dos Elfos Callarii em meio as fadas é indescritível como um sonho

Eu acreditava que estava destinado a ser um silvicultor, como meus pais, plantando as belíssimas árvores da floresta que produzem madeira, raízes e seiva de ótima qualidade. Para nós elfos, as árvores crescem como num piscar de olhos. No entanto, em uma de minhas visitas à Rifllian, principal posto comercial dos Elfos Callarii que conheci Maylen Silverbow, um famoso aventureiro de Alfheim que iria se estabelecer na região por algum tempo.

- É isso mesmo que entendeu, meu jovem, – disse-me Maylen com seu jeito espalhafatoso, colocando os pés sobre a mesa da taberna e acendendo um cachimbo avermelhado – tirarei umas férias de algumas décadas aqui em Radlebb e gostaria de ensinar um pouco do que aprendi para alguns Callariis jovens que sejam especiais.

- E o que faz o senhor pensar que sou especial? – perguntei um pouco confuso.

- Com isso me preocupo eu – respondeu o aventureiro após uma longa baforada – de qualquer forma, penso em começarmos imediatamente, isto é, daqui uma ou duas semanas. Mas se aceitar preciso que já fique comigo até lá, envie portanto um mensageiro a seus pais, comunicando-os de sua decisão.

Maylen Silverbow: um mestre
que é exigente no treinamento mas
empre mantém o bom humor
Essa foi certamente uma proposta que me pegou de surpresa. Percebi, mais tarde, que outros jovens  sentiam profunda inveja de mim – afinal não havia pedido para ser aprendiz do famoso Maylen, fora escolhido por ele. O fato que eu nunca ter me destacado em nenhuma atividade em particular deixou-os ainda mais irritados. Como lhe disse, a vida de aventuras não era o que esperava para mim. É claro que ficava empolgado quando ouvia histórias de heróis locais como Brielae ou Ethrin, ou mesmo do próprio Maylen, mas nunca me imaginei sendo o personagem principal destas histórias. Por fim, aceitei e, semanas depois, conheci meus colegas de tutela.

A primeira deles era Nalied Lehuts, ou apenas Nali, como a chamávamos. Possuía um espírito corajoso e dedicado. Era extremamente perfeccionista, disciplinada e muito dura consigo mesma. Montava cavalos élficos desde criança e com habilidade maior do que de costume. Meu outro colega era Erial del’Arnid, dono de um conhecimento invejável para a maioria dos anciãos. Seu grande fascínio era a magia. Em sua infância, as fadas da floresta lhe ensinaram segredos há muito tempo guardados. Teve também acesso a livros de civilizações antigas de Mystara, o que fazia com que as pessoas suspeitassem dele, mas estava sempre à procura de mais.

Como pode perceber, meus colegas sim eram representantes excepcionais da raça élfica, e eu em nada me assemelhava com eles. Levantei esse fato para meu mestre após meus frequentes fracassos nos primeiros meses de treinamento:

- Ora Lowi, pois é exatamente nisso que você se diferencia de seus colegas – disse-me Maylen – por acaso não percebe que sua humildade e força de vontade fazem com que você tenha um coração de ouro? Veja por exemplo, Nali, sua agilidade e força são fenomenais, mas sua disciplina excessiva à deixa cega para as coisas que são realmente importantes. Erial, nem se fala, às vezes sinto que ele tem uns quatrocentos anos a mais que eu, tamanho o seu conhecimento, no entanto sua extrema ambição e arrogância já o colocaram e possivelmente o colocarão em outros apuros. Entenda da seguinte forma, Lowi, estou aqui para treinar seu corpo e sua mente. Com relação aos outros estou aqui para treinar seus corações.

Após esse dia passei a me sentir melhor, meu treinamento finalmente começou a dar resultados e pouco a pouco me aproximava do nível de meus colegas. Aprendemos o uso de armas de diversas espécies, magias para todas as situações, leitura de autores elfos e humanos, sobrevivência em situações adversas (principalmente em cidades, que são ambientes muito selvagens para nós elfos), enfim, toda uma infinidade de habilidades que um aventureiro ou defensor deve possuir.

Após uma década de treinamento duro, nosso mestre achou que era hora de nos recompensar pelo esforço dedicado, fato que o fazia sentir-se muito satisfeito:

- Podem interpretar isso como uma “formatura” se isso os agrada – disse-nos Maylen, abrindo uma grande arca que ficava no canto mais desorganizado de sua tenda – mas vocês realmente me impressionaram neste breve tempo que passamos juntos.

Ele retirou do baú três objetos e colocou-os sobre a mesa. Eram armas que pareciam pertencer a uma era antiga e sentíamos que eram imbuídas de grande poder. Após algumas palavras para cada um de nós, falando do quanto aprendemos, Maylen entregou-nos as armas. Deu o arco à Nali, o cajado a Erial e a espada para mim.

- Estas são as Relíquias de Ildossar – prosseguiu Maylen – encontrei-as em minha última aventura em Alfheim, onde infelizmente perdi meus dois companheiros. Em meu desespero por perder meus amigos de tantas aventuras tive vontade de amaldiçoar e destruir estes objetos. Mas antes que pudesse fazê-lo, tive o momento mais incrível de minha vida. O próprio Imortal Mealiden Starwatcher manifestou-se para mim e contou-me a seguinte história:

Erial del'Arnid com sua Relíquia de Ildossar.
“Ó magnífico guerreiro da terra que fundei, abençoado sejas tu por ter encontrado as Relíquias de Ildossar. Pois saibas tu, que esta história nunca fora antes contada. Logo que chegamos à Alfheim, encomendei a Ildossar, meu melhor artífice, que forjasse as mais poderosas armas para que pudesse presentear minha querida Callarii. Os guerreiros que usassem tais armas seriam exímios representantes do Clã Callarii, um grupo de elite, defendendo sua líder e seu povo. No entanto, antes que o artífice pudesse me entrega-las, ele fora assassinado por um elfo das sombras e as relíquias se perderam. Agora, Maylen, tu as encontraste! Leve-as aos Callarii e encontre guerreiros dignos de usá-las”

- Mealiden me incumbiu de encontrar aqueles dentre os Callarii que merecessem possuir as Relíquias de Ildossar. Vocês três são agora seus donos. Conheçam seus poderes e usem-nas com sabedoria. As notícias de Alfheim começam a chegar aqui, o Elfos das Sombras retornaram e agora nosso reino místico está em perigo. Esse é o melhor momento para que os guerreiros das Relíquias de Ildossar ressurjam!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Aldeia Élfica de Rifllian

por Rendclaw (www.pandius.com)
Tradução livre de Thiagaum

Os Registros de Lowi Avardan

Ontem enquanto ajeitávamos nossa recém adquirida base de operações, Silvana Rubi me pediu para que contasse minha história. Respondi com certa hesitação seria uma grande honra, mas antes precisaria escrever um resumo sobre o posto comercial de Rifllian, onde passei a maior parte do tempo. Aqui listo algumas das pessoas mais influentes da cidade e da floresta de Radlebb, onde boa parte da população de elfos callarii vive.


Lowi Avardan

Rifllian
Aldeia Comercial Independente, aliada ao Reino de Karameikos

Lady Prestelle Highstar em seus tempos de aventura, hoje
sua aparência se assemelha mais à uma mercadora.
Governo: Mercadora-Chefe Prestelle Highstar (Clériga de Ilsundal), é uma brilhante e astuta aventureira recém-aposentada cuja capacidade de lidar com problemas de forma rápida e eficiente valeu-lhe o manto da liderança para a comunidade durante os últimos dez anos.

Leis: Rei Stefan Karameikos tem com Lady Prestelle um acordo para impor suas leis ao lidar com os humanos e os visitantes da área. Mas quando lidando com sua própria raça, os callarii seguem seus próprios costumes e leis.

População: Aproximadamente 170 elfos e humanos vivem no vilarejo de Rifllian propriamente dito. No entanto por volta de 1.500 elfos e 500 humanos habitam as Florestas de Radlebb à oeste.


Principais atividades: comércio, itens de manufatura élfica (armas, equipamentos, artesanato) e cavalos.

A principal atividade dos elfos callarii é
a criação de cavalos
Forças armadas: Um dos esquadrões da Guarda Élfica mantem residência permanente aqui (25 soldados de infantaria/cavalaria, 15 batedores e um capitão) de modo a manter a paz nos vilarejos do bosque e patrulhar as redondezas. Entretanto, em momentos de crise os elfos podem formar sua própria milícia com aproximadamente 500 membros.

Igrejas notáveis​​: Não existem igrejas organizadas em Rifllian, já que a maioria da população adora suas respectivas deidades em suas próprias maneiras. Prestelle lidera cultos em adoração a Ilsundal, sendo o mais alto membro do ranking do clero na comunidade.


Lojas de equipamentos: parciais, pobres no inverno.

Alojamentos para aventureiros: apenas a Estalagem do Ganso de Prata, dirigida por Stubbs Plattermann (LB, hin). A tarifa e os alojamentos são mais do que a maioria poderia esperar de uma pousada em uma cidade tão pequena, uma verdadeira pechincha (ótimo/bom).

Ladinos e Guildas Notáveis: Nenhum conhecido. Há alguns poucos elfos ladinos em Rifllian, mas maioria deles normalmente rouba comerciantes que trabalham de maneira desonrosa ou que tentam comercializar mercadorias ilícitas, como escravos.


Magos notáveis:
Longbranch Othar (NB, elfo callarii, mago) Othar é um aventureiro aposentado, e tem uma loja de venda de itens mágicos de alta eficácia. Potenciais compradores são secretamente sondados das suas intenções por sua esposa e parceira de negócios, Jalaitha, que dizem poder ler a mente das pessoas (NB elfa callarii, psiônica).

Argentian (LN, humano, adivinhador) Uma pessoa reclusa, Argentian fugiu de Thyatis quando matou um oficial importante, que estava prestes a cometer traição. Vários amigos poderosos do referido oficial teceram a história de modo a fazer Argentian o traidor, e colocaram uma recompensa grande por sua cabeça. Ele vive em Rifllian há apenas alguns meses, e deseja extrair sua família do império.

Maylen Silverbow (CB, elfo de Alfheim, guerreiro/mago) É um elfo brincalhão e jovem, seu poder cresceu rapidamente depois de ter aventurado em Alfheim por várias décadas. Agora, faz "uma pausa" de algumas décadas de suas viagens, e ensina magos aprendizes nas horas vagas. (Maylen será importante em minha história pois foi meu mestre).

Vestimenta comum entre os mercadores de Rifflian:
similar à atual moda de Mirros que combina o thyatiano
e o traladarano, mas com detalhes élficos.
No interior das florestas de Radlebb, as roupas  são
menos luxuosas  e indicam a profissão quem as usa. 




























Personagens importantes:
Brielae Soaringsky (NB elfa callarii guerreira/maga), uma aventureira que faz das florestas de Radlebb sua casa quando não está na estrada ou ajudando seu amigo Ethrin (veja abaixo) em suas missões para Rifllian.

Ethrin Shadowstalker (CB elfo callari, ladino), também um aventureiro e um amigo de Brielae. Ele é frequentemente encontrado viajando através das florestas Radlebb, verificando rumores de goblinóides malvados invadindo as aldeias e casas em torno de Rifllian.

Taya Moonsfall (CB humana, ladina), um ex-moradora do vilarejo de Tanglewood, um assentamento humano que fica dois dias de viagem a oeste da Rifllian. Atualmente, ela está à procura de seu amigo muito próximo e querido, Arravis (NB humano, guerreiro).

Características importantes da cidade: Rifllian se parece com qualquer outra aldeia grande, com várias dezenas de barracas e casas de madeira distribuídas no mesmo padrão das árvores. Lady Prestelle geralmente conduz os negócios de sua grande tenda no centro da vila.

Desenho feito por um artista local da vista de Rifllian a partir da Estrada do Rei.
Conhecimento Local: Embora Rifllian tenha heróis como Brialae Soaringsky e Shadowstalker Ethrin, Lady Prestelle está sempre procurando por aqueles que estão dispostos e capazes de ajudar a defender os que habitam as florestas Radlebb. Qualquer grupo de aventureiros que desejar pode se tornar o que Prestelle chama de Defensores de Rifllian, através da assinatura de contratos de três meses, seis meses, ou um ano completo para serem chamadas a ajudar com qualquer problema que as aldeias ou os habitantes da região possam ter. Isso pode ser por vezes um negócio lucrativo, já que  Prestelle estabelece recompensas de acordo com a dimensão do problema e a eficácia com que é tratado.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Os Cavalos Élficos


Os Registros Lowi Avardan


Dos Centauros e os Cavalos



Esses registros são bastante interessantes pois tratam a relação dos elfos com os imponentes centauros, outra raça presente em Karameikos e os graciosos cavalos. Outra informação que deduzo daqui é que, o Rei Stefan I conta com um unidade militar composta apenas de Elfos Callarii, um símbolo da aliança com os humanos. Imagino então que esta unidade seja uma cavalaria, já que o Callarii são especialistas em cavalos.
Lowi Avardan



por Håvard Faanes (www.pandius.com)
Tradução livre de Thiagaum

Os Cavalos Élficos
A tristeza de ter perdido seu amor era aliviada quando
Lady Callarii estava junto destas maravilhosas criaturas
Quando chegou às terras ao sul do Império Níthio, Mealiden Starwatcher e sua comitiva de migrantes sofreram ataques dos habitantes do local e foram forçados a desviarem-se para o oeste através das pastagens de Kerendas. Chegando lá, os elfos ficaram fascinados com os maravilhosos cavalos selvagens que vagavam por aquela terra e fizeram amizade com eles. Os elfos não domesticam animais como os humanos, mas alguns dos cavalos eram levados enquanto viajavam para as Florestas de Traldar. Como os Callarii permaneceram o fascínio pelos cavalos cresceu. Isso foi incentivado pela líder do clã, Lady Callarii. Ela parecia aliviada de parte da tristeza que sentia quando estava em meio aos animais. Como o passar dos séculos, os Callarii tornaram-se mestres cavaleiros e seus cavalos eram admirados por todos.
Os Centauros e os Elfos são aliados
eternos

Os Centauros também se mudaram para Karameikos. Eles vieram dos grandes Canados de Ethengar ao norte. Eles deram conselhos aos elfos sobre como criar os melhores cavalos.

Mas um dia os Centauros já foram aos elfos um problema. Uma praga estranha assolava a terra (A Peste da Licantropia de 425AC). Ela acometeu os humanos, em sua maioria, levando-os a assumir a forma de animais predadores e fazendo-os voltar-se para o mau. Alguns diziam que os dias dos Homens-Fera tinham retornado. Outros acreditavam que uma maldição ancestral taymorania que havia sido rogada sobre eles. Os elfos pareciam ser imunes a esta doença, mas alguns centauros foram afetados. Os elfos trouxeram os centauros para a guardiã de sua árvore, que foi, depois de um tempo, capaz de encontrar uma cura. No entanto, não era uma cura completa. Os centauros que tinham sido curados não foram mais afetados pela loucura provocada pela doença, mas ainda eram capazes de mudar a sua forma entre Centauro e cavalo. Assim, os Chevalls nasceram. Estes se tornaram sábios e xamãs de suas tribos.

Para agradecer os elfos, os Chevalls, que adquiriram uma compreensão ainda mais profunda sobre os cavalos, devido às suas capacidades de transformação, tinham uma proposta. Com a ajuda dos unicórnios eles criaram um novo tipo de cavalo para os elfos. Estes cavalos, criaturas mágicas em sua essência, tornaram-se conhecidos como cavalos élficos, e eram muito superiores até mesmo em comparação com os melhores cavalos comuns. Os elfos entendiam que tais equinos simbolizavam a amizade eterna entre eles e os Centauros. Os Chevalls e os unicórnios concordaram que aos elfos apenas seria permitido montar estes magníficos animais. No entanto, 400 anos depois, Lady Callarii (que ainda era a líder do clã) ordenou que alguns destes cavalos fossem levados para Alfheim como um presente a seus aliados e amigos naquele novo Reino Silvestre ao norte.
Os Cavalos Élficos criados pelos Callarii são imbatíveis



domingo, 2 de dezembro de 2012

Informações sobre os Elfos de Mystara


Os Registros Lowi Avardan




Símbolo de Ilsundal, usado por
 muitas comunidades élficas
O intuito destes registros é transmitir a história do clã Callarii, ao qual pertenço. No entanto é importante apresentar inicialmente a história de dois Imortais élficos: Ilsundal e Mealiden. A origem dos elfos Callarii é apresentada na Fábula de Lady Callarii. Um ponto interessante é que a história de nosso clã está diretamente relacionada com criação do Reino de Alfheim. Há algumas localidades citadas que não são descritas, no entanto elas são, a meu ver, irrelevantes para a nossa campanha. Em  registros futuros, escreverei sobre a Árvore da Vida dos elfos.
Lowi Avardan







Por Håvard Faanes e Marco Dalmonte (http://www.pandius.com)
Tradução livre de Thiagaum

Ilsundal, o Sábio
Ilsundal foi um dos últimos elfos nascidos em Evergrun antes da grande chuva de fogo elimina-la. Após o cataclismo mudou-se para Grunland (atual Vulcania) com a maioria dos elfos sobreviventes, mas logo a tolice dos Blackmoors (civilização humana antiga de magos que alcançaram tecnologias que não são nem mesmo sonhadas pelo atual povo de Mystara, e responsáveis pelo cataclisma) surgiu em Grunland também. Discursando como um sábio da antiga filosofia élfica focada na adoração da natureza, Ilsundal rejeitou a tecnologia dos Blackmoor em favor de um retorno à magia e logo reuniu o apoio de uma ampla facção dos elfos que se autodenominam os Retornistas.

Prevendo a destruição que aguardava aqueles que se recusassem a abandonar o costume dos Blackmoor, Ilsundal convenceu seus seguidores a deixar Grunland antes que fosse tarde demais e liderou uma grande migração ao norte, buscando uma terra prometida onde eles poderiam começar de novo e forjar uma nova aliança com as forças da natureza. Os Retornistas deixaram Grunland em 2800 AC e viajaram muito além de dois continentes (Davania e Brun), chegando finalmente à terra prometida no canto noroeste de Brun e estabelecendo o Reino Silvestre em 2100 AC.

Aclamado como líder iluminado de toda a nação, Ilsundal descobriu os segredos para a imortalidade na sua velhice e embarcou no Caminho da Exemplar. Somente após a criação da Árvore da Vida (um artefato sagrado que ele deixou para seu povo como herança para orientá-los e uni-los para sempre) e de ser reconhecido o mago mais poderoso de seu reino, Ilsundal alcançou a imortalidade em 1800 AC, o elfo mais velho que já existiu.

A partir desse momento ele se tornou o patrono mundial dos elfos, sabedoria e magia élfica. Manifestou-se em muitas civilizações diferentes de elfos, sempre pregando um retorno às velhas formas pacíficas da natureza.

Ilsundal: o Imortal patrono dos Elfos de Mystara. Viveu mais de mil anos e foi o mago mais poderoso do mundo.
Mealiden Starwatcher
Durante sua vida mortal, Mealiden era um aventureiro elfo que viveu no Reino 
Silvestre. Quando sua terra natal tornou-se cercada por nações humanas ameaçadoras que se levantaram ao longo das fronteiras, deixando os elfos ficaram sitiados em seu paraíso, Mealiden concentrou seus esforços em encontrar uma forma de que seus semelhantes pudessem fugir. Até que ele descobriu o Caminho do Arco-Íris.

Depois de assegurar a aprovação Ilsundal a sua jornada épica, foi-lhe concedida pela divindade nove mudas similares à Árvore original da Vida, com a finalidade de dar uma relíquia a cada um dos clãs que o seguiriam através do Caminho do Arco-Íris. Ele liderou a maioria dos elfos para fora do Reino Silvestre pelo portal mágico do Caminho do Arco-Íris em 800 AC chegando ao canto sudoeste porção de terra atualmente conhecida como Thyatis.

Depois de serem afugentados pelos humanos que habitavam aquelas terras (Níthios), eles foram ajudados pelos elfos que já viviam na área (os Vyalia, descendentes daqueles que se separaram da migração Ilsundal de 1300 anos antes), e por um breve tempo se estabeleceram em suas florestas. Depois, Mealiden guiou seus seguidores para o norte, até que encontrou uma planície vazia no coração da atual República de Darokin. Lá, os magos élficos começaram a usar sua poderosa magia para mudar o clima e, em menos de um século uma floresta exuberante surgiu: Canolbarth.

Quando os rituais foram concluídos, Mealiden foi saudado como primeiro monarca do novo Reino de Alfheim em 700 AC. Reinou sabiamente e protegeu a seus semelhantes por mais de 400 anos, tornando-se também o mago mais poderoso da região, especialmente após a queda de Nithia em 500 AC. Depois de criar um artefato único, o Ovo da Fênix, Mealiden abdicou em favor de seu sucessor, Alevar, em 350 AC, e concluindo com êxito o Caminho do Exemplar depois de um século, ele foi finalmente aclamado como Imortal por seus descendentes.

A partir desse momento, ele atua como guarda-costas de Ilsundal, e nunca parou de proteger os elfos de Alfheim, estendendo a sua tutela também para muitas outras comunidades élficas da Costa Selvagem.

A Fábula de Lady Callarii
Os elfos de Ilsundal viveram em paz por muitos anos no Reino Silvestre que o seu campeão Imortal tinha-lhes provido. No entanto, o rei Mealiden começou a ficar inquieto, pois desejava outro destino para seu povo. Ele descobriu o Caminho do Arco-Íris e liderou aqueles que o seguissem para uma nova parte do mundo. Assim como, no passado, Ilsundal livrou os elfos de Grunland. Milhares de elfos decidiram seguir seu rei.

Acompanhando Rei Mealiden, estava também sua amante, Lady Callarii. Ela era justa e sábia, e como alguns diziam uma grande líder assim como Mealiden era. Os elfos viajaram pelo Arco-Íris até o local onde é atualmente o Império de Thyatis. Na época a região era governada pelos antigos Nithios que atacaram os elfos, empurrando-os para o oeste. Apesar de terem sido ajudados por outros elfos, chamados Vyalia, era claro que o povo de Mealiden não poderia ficar lá por muito tempo. O rei decidiu continuar sua grande migração para o norte em direção às planícies de Canolbarth onde ele fundou seu novo seu novo reino, que recebeu o nome de Alfheim. Porém, muitos elfos estavam feridos, velhos ou jovens demais para viajar.

O Rei Mealiden Starwtcher liderou os elfos em
busca de uma nova terra e fundou Alfheim.
No entanto, teve que se separar de seu grande amor
Muitos então decidiram permanecer para proteger esses elfos que não podiam viajar. Eles pediram ajuda à Lady Callarii, pois disseram-lhe que era a única que poderia lidera-los. Lady Callarii foi forçada a escolher entre seu grande amor e as pessoas que dependiam dela. No final, ela escolheu o povo, mesmo sabendo que a tristeza de seu amor perdido permaneceria com ela nas décadas que se seguiram. A terra na qual estes elfos se estabeleceram era conhecida como Traldar. Os humanos já viviam lá, falavam de velhos tempos de glória sob o reinado de um rei Halav e seus companheiros. Os elfos foram autorizados a permanecer em suas florestas. Eles formaram um clã nomeando-se simplesmente de Elfos de Callarii.

Porém os elfos guardam um grande segredo. Mealiden não tinha sido indiferente à escolha do seu amor. Como presente de despedida ele lhe deu um dos ramos da Árvore de Ilsundal, a relíquia mais sagrada dos elfos, para que os Callarii pudessem plantar sua própria Árvore de Vida. Diz-se que esta Árvore da Vida, conhecida como a Árvore dos Callarii tem poderes únicos, diferentes das outras árvores da Vida.

Lady Callarii eventualmente alcançou a imortalidade como uma heroína épica e se tornou patrona de seu clã e da equitação. Ela é lembrada por sua solene, porém sábia regência. Muitas vezes representada ao lado de um cavalo já que os Callarii são famosos criadores de cavalos e os consideram animais sagrados.

Carta de Lowi Avardan a Sellon Ivorein


Threshold, 11 de Eirmont de 1012 (calendário thyatiano)

Caro amigo Selleon Ivorein (Elfo de Alfheim),

Perdoa-me pela demora em mandar-te notícias, Selleon. Acontece que somente agora me estabeleci com firmeza e recursos suficientes para planejar os próximos passos de minha missão.

Como é de teu conhecimento, passaram-se dois meses desde que parti (Ambyrmont) de Rifllian após ouvir sobre a tragédia que assolou a ti e teus companheiros. Encontrei em minha breve jornada amigos pelos quais daria minha a vida e que também dariam a deles por mim. Creio que vale a pena citar seus nomes, pois seguramente tornar-se-ão personalidades notáveis de Karameikos e talvez até mesmo de Mystara.

Falo primeiro do jovem mais corajoso que já conheci. Afirmo que mesmo que alguém seja um dia tão bravo quanto Alex TinderOwl de Verge, nunca será como ele. Logo que parti, pousei em Verge por dois ou três dias e nesse tempo assisti a um interessantíssimo costume do povo traladarano – o chamado Rito da Fenda, uma cerimônia simples, porém carregada de significado. O rapaz deve retornar à sua família, quando construir seu nome. Falei-lhe de meus objetivos e ele aceitou acompanhar-me de muito boa vontade, pois reconhecia a nobreza dessa empreitada e a necessidade por se fazer justiça. Alex e eu passamos a maior parte do tempo juntos, ora aprendendo um com o outro, ora defendendo a vida um do outro.

A região possui mais comunidades silvestres do que imaginava, onde vivem humanos e diversas espécies feéricas. Num deles, pude encontrar Darius, o paciente. Sempre me comovo quando vejo um humano que escolhe dedicar toda a sua vida ao meio-ambiente. Nós elfos vivemos em comunhão com a floresta, mas retiramos nossa verdadeira força da magia. Aprendi com Darius que a natureza tem poder tanto para a destruição como para a proteção e penso que os elfos poderiam voltar-se mais a isso. Conhecemos há uma semana outro druida, que vive no pequeno povoado de Eltan’s Spring. Seu nome é Bertrak e, no memento, ele e Darius trabalham juntos para restaurar a vegetação próxima ao povoado que foi destruída por uma ignóbil bruxa.

Há também Silvana Rubi, uma admirável traladarana por quem admito sentir algo mais do que mera amizade. Ela é formosa, astuta, sedutora e conhecedora da magia. Minhas mãos até tremem um pouco enquanto escrevo sobre ela. Ainda desconheço seus objetivos e aspirações, mas ela tem demonstrado crescente interesse em mim e meus amigos, talvez ela também esteja se comovendo pela causa élfica.

Não poderia também deixar de falar de Sorian Valonir, um irmão Elfo. Conheci-o há três dias, e o valoroso patrulheiro salvou minha vida, mesmo tendo a consciência de que ao fazê-lo, estaria se desviando de sua missão. Tenho-lhe muita gratidão. Sua origem me é desconhecida, mas suas feições são Callari. Sua família não dever ser de Rifllian nem de Radlebb, caso contrário eu o conheceria. Acredito que este novo amigo se mostrará um fiel companheiro de aventuras.

Conheci também Liandra Beleren, uma estudante da Escola Karameikana de Artes Arcanas. Sei que se trata de uma boa pessoa, mas a situação em que nos encontramos e a maneira como se porta levanta suspeita de minha parte. Tenho várias perguntas das quais ela sempre encontrar um meio de se esquivar – possivelmente o que a ensinam na academia. Qual o interesse da EKAA nessas redondezas? Como os magos humanos frequentemente enxergam a magia como forma de poder, usando-a para propósitos vis, ficarei de olhos bem abertos sobre Liandra.

No entanto, não conheci apenas amigos nestes dois meses. Karameikos está, infelizmente, infestada de perigos e criaturas malignas. Goblins espreitam atrás das árvores os viajantes incautos, trabalhando para seres mais poderosos, como a bruxa que mencionei. Conheci um gnomo que usava magia para criar um troll ilusório e cobrava pedágio dos transeuntes de uma ponte. Há também um halfling com quem viajei por alguns dias – um grande aproveitador que se porta de maneira desleixada e inconsequente, a vadiagem é seu modo de vida.

E há também um terror maior que todos esses – o Anel de Ferro – uma guilda de escravocratas que sequestram e vendem pessoas para o exterior. Nossas atividades em Threshold têm afetado seus negócios criminosos, mas não se aflija Selleon, temos meios para combatê-los. Uma organização como esta certamente conta com o apoio político e se beneficia dos ambientes urbanos humanos. No entanto, este é um tema ainda delicado, pois Aleena, co-governadora da cidade têm nos dado muito apoio, e é possível até que estejamos a poucos passos de nos encontrarmos pessoalmente com seu tio, o Barão de Halaran. O melhor será não nos envolvermos na política de Threshold por hora.

Com relação à nossa missão, tenho feito alguns progressos significativos. Descobri que nas florestas próximas à Threshold há um túnel que aparentemente se conecta com Alfheim. Ajudamos uma mulher fugitiva que provavelmente era escrava dos Drows. Infelizmente, nós a encontramos num estado lastimável e creio que sua mente sofreu fortes abalos pelo seu quebranto e sua fuga. Hoje ela vive feliz com as fadas da floresta. Mas nos preocuparemos com isso mais tarde.

Na semana passada, conversei com Madame Cardia, uma mercadora daqui de Threshold que disponibiliza um serviço bastante útil: viagens de tapete voador. Negociei com ela duas viagens para Alfheim em troca de um artefato que encontrei. Sei que ainda não será possível fazer muito coisa, mas o conhecimento da situação e a eventual oportunidade de ajudar outros fugitivos valerão a pena. Por sinal, Madame Cardia disse que seria grande ajuda possuir um mapa para adentrarmos Alfheim. Peço a gentileza de que elabore algo dessa natureza para mim, Selleon, junte-se com seus companheiros e tente fazê-lo de maneira mais detalhada possível – eu o agradeceria muito.

Sobre Melissa, ainda não encontrei muita informação. Eu também fiquei muito preocupado quando ela inventou aquela história de buscar por seu misterioso professor de magia. Ouvi falar que ela também viaja acompanhada de um grupo – espero que sejam amigos fiéis como os meus – e que adotou o sobrenome de seu suposto mestre: Moonstar. Mas não se preocupe meu caro Selleon, não imagino que se trate um amante. É um costume humano que os alunos, depois de aceitos por seus mestres adotem seu nome para mostrar que são seus protegidos. No entanto, como deve ter notado, Moonstar é um nome élfico. Sim... isso também me deixa perplexo.

Essas são as notícias que tenho por hora, meu amigo. Continuarei trabalhando em minha missão e nos encontraremos em breve, assim que retornar de Alfheim. Aguardo tua resposta (não se esqueça do mapa, por favor, um rascunho já será útil), envie-a para o antigo moinho da Ilha Fogor, em Threshold. Desejo-te e aos seus companheiros força e perseverança nessa reconstrução de vossas vidas.

Lowerdin Avardan

Calendário


Datas Importantes:

Ano Novo: 1º de Nuwmont
Temporada de Chuvas: de Vatermont a Thaumont
Inicio da Primavera: 1º de Thaumont
Caravana dos Gnomos: Partida - 1º de Thaumont de Highforge à Mirros; Grande Feira - 11 a 15 do mesmo mês.
Temporada de Navegação: 1º de Thaumont
Dia do Monstro: 1º de Felmont
Grande Chuva de Meteoros: de 24 a 27 de Felmont
Aniversário do Rei: 28 de Sviftmont
Dia do Temor: 28 de Kaldmont



sábado, 1 de dezembro de 2012

Eltan's Spring

Uma pacata cidade traladarana famosa por sua cerveja suave!


Eltan's Spring vista aéria.

Pessoas Importantes:

Gernon, o ancião da vila
Faust, o ferreiro
Boltac, o sapateiro
Lissele proprietária da taverna O Jarro e a Taça
Bertrak, o druida

Locais:

O Jarro e a Taça tradicional taverna local que produz sua própria cerveja. Vem sendo passada de geração a geração pelo Clã Durgovitch. É conhecida pela cerveja de qualidade e portanto seu preço também é diferenciado. A taberna sede espaço para os eventos públicos e a data de sua fundação marca o aniversário da vila.


Coureiro Boltac é conhecido até mesmo em Threshold por seu excelente trabalho no couro. As encomendas de sandálias garantem trabalho para o ano todo.

Ferreiro treinado desde jovem por bons ferreiros de Threshold, Faust veio para a região assim que o vilarejo foi fundado.

Moinho espaço público comum dos fazendeiros e habitantes de Eltan's Spring.

Fatos Históricos:


Recentemente as fazendas de Eltan's Spring sofreram com uma grande praga devido ao comportamento insano do druida local, Bertrak que havia sido enfeitiçado por uma terrível bruxa.
Os estoques de trigo e demais produtos começaram a ficar escassos e com a racionalização do que estava estocado os preços começaram a subir. Felizmente um grupo de aventureiros resolveu o problema quebrando o feitiço que acometia o druida.



Moedas de Karameikos

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