domingo, 2 de dezembro de 2012

Informações sobre os Elfos de Mystara


Os Registros Lowi Avardan




Símbolo de Ilsundal, usado por
 muitas comunidades élficas
O intuito destes registros é transmitir a história do clã Callarii, ao qual pertenço. No entanto é importante apresentar inicialmente a história de dois Imortais élficos: Ilsundal e Mealiden. A origem dos elfos Callarii é apresentada na Fábula de Lady Callarii. Um ponto interessante é que a história de nosso clã está diretamente relacionada com criação do Reino de Alfheim. Há algumas localidades citadas que não são descritas, no entanto elas são, a meu ver, irrelevantes para a nossa campanha. Em  registros futuros, escreverei sobre a Árvore da Vida dos elfos.
Lowi Avardan







Por Håvard Faanes e Marco Dalmonte (http://www.pandius.com)
Tradução livre de Thiagaum

Ilsundal, o Sábio
Ilsundal foi um dos últimos elfos nascidos em Evergrun antes da grande chuva de fogo elimina-la. Após o cataclismo mudou-se para Grunland (atual Vulcania) com a maioria dos elfos sobreviventes, mas logo a tolice dos Blackmoors (civilização humana antiga de magos que alcançaram tecnologias que não são nem mesmo sonhadas pelo atual povo de Mystara, e responsáveis pelo cataclisma) surgiu em Grunland também. Discursando como um sábio da antiga filosofia élfica focada na adoração da natureza, Ilsundal rejeitou a tecnologia dos Blackmoor em favor de um retorno à magia e logo reuniu o apoio de uma ampla facção dos elfos que se autodenominam os Retornistas.

Prevendo a destruição que aguardava aqueles que se recusassem a abandonar o costume dos Blackmoor, Ilsundal convenceu seus seguidores a deixar Grunland antes que fosse tarde demais e liderou uma grande migração ao norte, buscando uma terra prometida onde eles poderiam começar de novo e forjar uma nova aliança com as forças da natureza. Os Retornistas deixaram Grunland em 2800 AC e viajaram muito além de dois continentes (Davania e Brun), chegando finalmente à terra prometida no canto noroeste de Brun e estabelecendo o Reino Silvestre em 2100 AC.

Aclamado como líder iluminado de toda a nação, Ilsundal descobriu os segredos para a imortalidade na sua velhice e embarcou no Caminho da Exemplar. Somente após a criação da Árvore da Vida (um artefato sagrado que ele deixou para seu povo como herança para orientá-los e uni-los para sempre) e de ser reconhecido o mago mais poderoso de seu reino, Ilsundal alcançou a imortalidade em 1800 AC, o elfo mais velho que já existiu.

A partir desse momento ele se tornou o patrono mundial dos elfos, sabedoria e magia élfica. Manifestou-se em muitas civilizações diferentes de elfos, sempre pregando um retorno às velhas formas pacíficas da natureza.

Ilsundal: o Imortal patrono dos Elfos de Mystara. Viveu mais de mil anos e foi o mago mais poderoso do mundo.
Mealiden Starwatcher
Durante sua vida mortal, Mealiden era um aventureiro elfo que viveu no Reino 
Silvestre. Quando sua terra natal tornou-se cercada por nações humanas ameaçadoras que se levantaram ao longo das fronteiras, deixando os elfos ficaram sitiados em seu paraíso, Mealiden concentrou seus esforços em encontrar uma forma de que seus semelhantes pudessem fugir. Até que ele descobriu o Caminho do Arco-Íris.

Depois de assegurar a aprovação Ilsundal a sua jornada épica, foi-lhe concedida pela divindade nove mudas similares à Árvore original da Vida, com a finalidade de dar uma relíquia a cada um dos clãs que o seguiriam através do Caminho do Arco-Íris. Ele liderou a maioria dos elfos para fora do Reino Silvestre pelo portal mágico do Caminho do Arco-Íris em 800 AC chegando ao canto sudoeste porção de terra atualmente conhecida como Thyatis.

Depois de serem afugentados pelos humanos que habitavam aquelas terras (Níthios), eles foram ajudados pelos elfos que já viviam na área (os Vyalia, descendentes daqueles que se separaram da migração Ilsundal de 1300 anos antes), e por um breve tempo se estabeleceram em suas florestas. Depois, Mealiden guiou seus seguidores para o norte, até que encontrou uma planície vazia no coração da atual República de Darokin. Lá, os magos élficos começaram a usar sua poderosa magia para mudar o clima e, em menos de um século uma floresta exuberante surgiu: Canolbarth.

Quando os rituais foram concluídos, Mealiden foi saudado como primeiro monarca do novo Reino de Alfheim em 700 AC. Reinou sabiamente e protegeu a seus semelhantes por mais de 400 anos, tornando-se também o mago mais poderoso da região, especialmente após a queda de Nithia em 500 AC. Depois de criar um artefato único, o Ovo da Fênix, Mealiden abdicou em favor de seu sucessor, Alevar, em 350 AC, e concluindo com êxito o Caminho do Exemplar depois de um século, ele foi finalmente aclamado como Imortal por seus descendentes.

A partir desse momento, ele atua como guarda-costas de Ilsundal, e nunca parou de proteger os elfos de Alfheim, estendendo a sua tutela também para muitas outras comunidades élficas da Costa Selvagem.

A Fábula de Lady Callarii
Os elfos de Ilsundal viveram em paz por muitos anos no Reino Silvestre que o seu campeão Imortal tinha-lhes provido. No entanto, o rei Mealiden começou a ficar inquieto, pois desejava outro destino para seu povo. Ele descobriu o Caminho do Arco-Íris e liderou aqueles que o seguissem para uma nova parte do mundo. Assim como, no passado, Ilsundal livrou os elfos de Grunland. Milhares de elfos decidiram seguir seu rei.

Acompanhando Rei Mealiden, estava também sua amante, Lady Callarii. Ela era justa e sábia, e como alguns diziam uma grande líder assim como Mealiden era. Os elfos viajaram pelo Arco-Íris até o local onde é atualmente o Império de Thyatis. Na época a região era governada pelos antigos Nithios que atacaram os elfos, empurrando-os para o oeste. Apesar de terem sido ajudados por outros elfos, chamados Vyalia, era claro que o povo de Mealiden não poderia ficar lá por muito tempo. O rei decidiu continuar sua grande migração para o norte em direção às planícies de Canolbarth onde ele fundou seu novo seu novo reino, que recebeu o nome de Alfheim. Porém, muitos elfos estavam feridos, velhos ou jovens demais para viajar.

O Rei Mealiden Starwtcher liderou os elfos em
busca de uma nova terra e fundou Alfheim.
No entanto, teve que se separar de seu grande amor
Muitos então decidiram permanecer para proteger esses elfos que não podiam viajar. Eles pediram ajuda à Lady Callarii, pois disseram-lhe que era a única que poderia lidera-los. Lady Callarii foi forçada a escolher entre seu grande amor e as pessoas que dependiam dela. No final, ela escolheu o povo, mesmo sabendo que a tristeza de seu amor perdido permaneceria com ela nas décadas que se seguiram. A terra na qual estes elfos se estabeleceram era conhecida como Traldar. Os humanos já viviam lá, falavam de velhos tempos de glória sob o reinado de um rei Halav e seus companheiros. Os elfos foram autorizados a permanecer em suas florestas. Eles formaram um clã nomeando-se simplesmente de Elfos de Callarii.

Porém os elfos guardam um grande segredo. Mealiden não tinha sido indiferente à escolha do seu amor. Como presente de despedida ele lhe deu um dos ramos da Árvore de Ilsundal, a relíquia mais sagrada dos elfos, para que os Callarii pudessem plantar sua própria Árvore de Vida. Diz-se que esta Árvore da Vida, conhecida como a Árvore dos Callarii tem poderes únicos, diferentes das outras árvores da Vida.

Lady Callarii eventualmente alcançou a imortalidade como uma heroína épica e se tornou patrona de seu clã e da equitação. Ela é lembrada por sua solene, porém sábia regência. Muitas vezes representada ao lado de um cavalo já que os Callarii são famosos criadores de cavalos e os consideram animais sagrados.

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