terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Diário de Dar Inberlon, parte final


O Diário de Dar Inberlon
Fonte: Glantri, Kingdom of Magic, TSR, 1995 (Folhetos 7C e 7D)
Tradução livre de Thiagaum

Legenda:
Negrito:          Nomes de Reinos do Mundo Conhecido
Sublinhado:    Organizações ou personalidades políticas importantes
Azul:               Nomes de Principados/Clãs
Verde:             Regiões geográficas
Laranja:           Cidades importantes


3 de Sviftmont: Hoje está dia calmo e ventoso, um silêncio preenche as ruas e canais da cidade. Muito mais tranquilo do que estava ontem à noite quando eu chequei os animais. Ao contrário de qualquer outra cidade que eu vi, esta parece mais ativa à noite do que de dia. Muitas lojas, especialmente as de suprimentos para magos têm as horas normais durante o dia, pausa para o jantar, reabrindo a noite, e finalmente, fechando novamente em torno do tempo de desjejum. Quase todas as tabernas e restaurantes ficam abertos a maior parte da noite, e muitos abrem apenas à noite. Além de ficar fora toda a noite, Glantrianos parecem pensar que se vestir todo de preto está muito na moda também. Em Karameikos essas pessoas assim são suspeitas de serem criminosos ou até mesmo vampiros.

Theris me disse esta manhã que na noite passada ele encontrou um velho louco que diz ser o Mestre do Canal. Aparentemente, este homem controla toda a atividade sobre e sob os canais. Aspectos como transporte de carga ocorrem aos olhos do público, mas a outra atividade, é decididamente secreta. Theris disse que este homem - quando ele não estava balbuciando incoerentemente ou respondendo vozes que só ele podia ouvir - pediu-lhe para realizar um serviço de menor importância para ele. Em troca, o Mestre prometeu contar Theris um segredo para fazer qualquer comerciante rico. Aparentemente, este Mestre do Canal, é uma espécie de guardião dos segredos - ele os dá apenas para aqueles dispostos a pagar com serviços. Acho que posso dizer como o velho descobre seus segredos: ele queria Theris para espionasse uma reunião esta noite entre um certo nobre menor e um membro da Guilda de assassinos Mão Invisível. Theris pediu-me para ir com ele, eu realmente não estou certo sobre isso.

4 de Sviftmont: Ontem à noite, Theris e eu fomos para o antigo armazém que o Mestre do Canal especificou. Antes que pudéssemos ver a reunião fomos atacados por uma criatura cuja imagem vai assombrar os meus sonhos por anos. Theris acha que era um lobisomem. Honestamente não sei o suficiente sobre essas coisas para discutir. Vou apenas fazer um desenho do que eu vi e deixar por isso mesmo. A besta aparentemente estava guardando os segredos dentro desse armazém e nós só escapamos por pouco de suas garras desprezíveis. Eu estou certo de nunca mais voltar lá. Este lugar nunca pára de me surpreender. Lobisomens rondando abertamente pela cidade! Apenas em Glantri.

6 de Sviftmont: Neve começou a cair, e o que se fala pela pousada é que os canais estarão congelados em breve. Durante os meses mais frios do inverno, aparentemente, a cidade utiliza os canais como ruas geladas. Eu passei os últimos dois dias aprendendo ainda mais sobre esta terra estranha e os principados que a compõem. Além daqueles já mencionados (Erewan, Belcadiz, Krondahar, Bramyra, Boldavia, Klantyre e Nova Kolland). Glantri tem mais seis principados. Fenswick, que é um principado ainda muito pequeno. Aalban é um lugar militarista e disciplinado, conhecida pela fabricação de muitos produtos. Fenswick e Aalban são assumidamente aliados políticos - alguns dizem seus governantes, a Princesa Dolores e Príncipe Jaggar tornaram-se romanticamente envolvidos.

Desenho da criatura terrível que vi.
Há muito tempo atrás, ou assim me disseram, Glantri era habitada por uma raça mágica conhecida como Flaems, que chamavam esta terra de "Braejr". A maioria dos descendentes desta raça vive agora no principado de Bergdhoven. Sablestone está longe para o oeste, um principado recentemente forjado onde antes havia apenas terras selvagens. No entanto, ninguém aqui na cidade pensa demais da terra áspera e pouco civilizada de Sablestone. O reino favorecido (pelo menos hoje) é Nouvelle Averoigne. Ele soa, pelo menos, como um lugar de cultura, oferecendo muito da arte, teatro, comida maravilhosa e vinhos fabulosos. Este principado é um aliado próximo com outro no oeste de Glantri chamado Morlay-Malinbois. Estranhamente, todos sempre mencionam licantropos quando falam desses lugares. Eu acho que eu já tive o suficiente de tais criaturas, obrigado.

Amanhã partimos de volta para Darokin, e então para casa. Esperamos chegar até o sul antes de a neve ficar pesada. Eu me sinto menos feliz ao ouvir da nossa partida do que esperava, Glantri é realmente um lugar fascinante. Não se pode caminhar ao longo de um canal sem passar por um mago de realizando de alguma maravilha arcana, mesmo que seja apenas para remover as manchas de água suja da bainha de suas vestes. Eles gostam quando você assiste - gostam impressionar as pessoas com a sua magia. No entanto, ainda assim não acho que os Glantrianos sejam um povo admirável, parecem cheios de hipocrisia, crenças irracionais e ideias paranoicas. Eles trancafiam segredos e as intrigas são muitas. Eles reverenciam coisas escuras que pessoas normais temem com razão - monstros, criaturas sombrias da noite - e convivem com goblins e orcs assassinos.

Os principados de Glantri nunca serão tediantes, no entanto. Agora que eu me acostumei com suas peculiaridades, eu sei que esta terra é um reino de emoção e aventura.

FIM

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Diário de Dar Inberlon, parte 2


Diário de Dar Inberlon
Fonte: Glantri, Kingdom of Magic, TSR, 1995 (Folhetos 7B e 7C)
Tradução livre de Thiagaum

Legenda:
Negrito:          Nomes de Reinos do Mundo Conhecido
Sublinhado:    Organizações ou personalidades políticas importantes
Azul:               Nomes de Principados/Clãs
Verde:             Regiões geográficas
Laranja:           Cidades importantes



2 de Sviftmont: Glantri City é uma maravilha! Construída sobre a confluência de dois grandes rios, é uma cidade mais de canais do que de ruas. Barqueiros chamados gondoleiros conduzem suas gôndolas através desses canais levando pessoas onde quer que elas desejem ir por algo em torno de 10 pennies (Glantrianos usam o penny de cobre, o soberano de prata, o ducado de ouro e a coroa de platina como moedas. As coroas possuem o valor de 50 ducados, pois dizem que aquelas possuem poderes mágicos - Eu não entendo a natureza dessa magia, mas elas de fato brilham naturalmente!). Calçadas de pedra - quase todas as construções são de pedra aqui – estendem-se ao lado a maioria dos canais, degraus levam até o nível da água cerca de 1 metro e meio abaixo das entradas dos edifícios. A maioria das lojas e casas está dois ou três degraus mais altos e todos têm uma incrível quantidade de ornamentação. Gárgulas com rostos com olhares aterrorizantes e outras imagens perturbadoras parecem ser, infelizmente os favoritos por aqui.

A não ser que você escolha caminhar, a melhor maneira de se deslocar pela cidade é contratando os serviços dos Gondoleiros. Estes barqueiros dos canais cobram dos clientes um penny para cada cem jardas de viagem; eles julgam a distância através de marcadores vermelho-e-brancos colocados em intervalos dos canais.

Uma cidade sem ruas não é lugar para cavalos então eu tive que alojar os nosso na periferia da cidade. Como o meu dever nesta jornada é cuidar dos animais para este grupo de comerciantes agora me sinto muito inútil para eles. Oh, bem, eu estou feliz por ter tanto tempo livre. Eu verifico os cavalos apenas uma vez por dia, à noite antes de eu ir dormir.

Explorando a capital, percebi que a condição dos prédios e calçadas varia muito de acordo com a parte da cidade ou "quadrante" que visito. Hoje eu dei uma volta pelo Quadrante do Porto, pelo Quadrante dos Mercadores (obviamente onde meus amigos passam a maior parte do tempo), o Quadrante da Classe Média (uma área tranquila, repleta de casas, cortiços, sábios, escribas e onde fica biblioteca da cidade), e do Quadrante dos Nobres (onde vi muitas mansões fabulosas e lugares caros para se comer e beber).
Estas áreas são mantidas muito bem. O Quadrante do Entretenimento, com seus teatros e galerias de arte parece um pouco menos bem conservado. A parte mais decrépita de Glantri City, ouvi dizer, é o seu Quadrante Oeste, onde a classe mais baixa habita. Edifícios desmoronam ao longo de suas passarelas e resíduos entopem seus canais. A área inteira é conhecida por ser um local de jogatinas, organizações ilegais e criminosas. Eu não acho que eu irei visita-la, se não for extremamente necessário. Pelo menos os moradores colocaram o Quartel do Condestável nesta área de alta criminalidade da cidade, as autoridades estão onde eles são mais necessárias. Ouvi dizer que a chefe de polícia é uma mulher rígida com muito bom senso e pouca clemência ou misericórdia para com os criminosos. Sendo um defensor da lei e da ordem, apenas saber que ela é responsável, faz-me sentir um pouco mais seguro aqui na cidade.

No centro da cidade encontra-se o Quadrante da Cidadela, onde o Conselho de Príncipes e do Parlamento se encontram. Já que Glantri City (assim como Trintan anteriormente) não está dentro de um principado, o Conselho governa a capital como um todo. O Conselho também toma decisões que moldam todo o reino, tais como questões de política externa. Preocupações muito menores para o Conselho são tratadas pelo Parlamento um corpo composto de toda a nobreza Glantriana: barões, duques, etc
Todo mundo sabe que os apenas os feiticeiros e magos mandam em Glantri. No entanto, me espantou saber que as leis realmente impedem qualquer pessoa, exceto um mago de tornar-se nobre. Filhos de nobres que nascem sem o talento para a magia não podem suceder seus pais. Eles chamam essa forma de governo "magocracia". Eu a chamo de estranho.

Os magos são geralmente um bando de excêntricos, por isso o fato de que eles governam essa terra faz com que haja algumas ocorrências estranhas. Muitos nobres utilizam-se de profissionais (da Guilda dos Porta-Vozes) para representá-los no Parlamento ou até mesmo em suas próprias sedes locais de governo, uma vez que eles estão ocupados demais pesquisando algum feitiço do que para fazerem seus trabalhos!

Uma coisa que precisa-se ter em mente em relação a este conceito de magocracia, é o pensamento de que todos os nobres são bruxos, mas nem todos os magos de Glantri são nobres. No entanto, independentemente pertencerem ao Parlamento, é claro que um mago sempre gozará de maior status social do que, digamos, um guerreiro. Aqui, a magia é como dinheiro: na maioria dos reinos, os ricos recebem tratamento especial, poder político, status e outras vantagens apenas devido à sua riqueza. Em Glantri não é o dinheiro que concede essas coisas, mas a magia (embora a maioria dos magos sejam ricos - algumas pessoas têm toda a sorte).

Enquanto os magos desfrutam de mais poder e liberdade aqui em Glantri do que praticamente qualquer outro lugar, outros grupos são especialmente limitados ou mesmo proibidos. Religião é proibida aqui, e eu cheguei a ver as pessoas tratarem sacerdotes como condenados cuja culpa é certa, mas ainda não foi provada. As autoridades vigiam sacerdotes muito atentamente: se os policiais virem um deles propagando crenças pessoais ou lançando feitiços similares à magias arcanas, eles prendem o pobre clérigo. No entanto, tal tratamento repulsivo marca uma melhoria em relação ao modo como as pessoas já trataram os sacerdotes nesta terra mágica - e uma melhoria sobre a forma com que os glantrianos tratam anões também. 

Uma contenda antiga entre os anões e esses magos (alimentada pelo fato dos anões possuírem resistência inata a magia, que feiticeiros odeiam e temem) criou uma inimizade de proporções épicas. Anões, se tiverem sorte, encontrar-se-ão simplesmente negada a sua entrada em Glantri. O que permitiu que nosso companheiro anão, Adri Rivensteel, nos acompanhar através da fronteira foi uma capa mágica do disfarce que o faz parecer um menino humano. Os outros comentam que, se descoberto, ele vai acabar o cobaia de teste para experimentos de algum mago louco. Não é difícil entender por que a maioria dos anões não querer vir para cá.

Falando de magos, o Quadrante da Citadela também abriga a Grande Escola de Magia. Depois de todos os dias que passei nesta terra, estou surpreso que eu ter permanecido ignorante sobre a Grande Escola. A observação cuidadosa leva-me a chamar esta instituição a pedra angular da sociedade e do poder Glantriano. Crianças de toda Glantri são enviadas aqui na esperança de que eles despertem o talento para a magia. Não apenas isso, mas os bruxos de todo o mundo vêm aqui para estudar magia. Alguns proclamam a Grande Escola como a maior fonte de receitas para o reino, considerando o alto custo do ensino. Outros consideram-na o maior sorvedouro de recursos da economia Glantriana, devido ao custo proibitivo da manutenção de uma escola de magia. Independente de quem esteja certo (talvez ambas as posições apontem alguma verdade), a escola certamente me impressionou. 

Magos voam para dentro e para fora montados grifos ou sob os seus próprios poderes mágicos. Flashes de luz, em cores que eu nunca vi antes, explodem das janelas quase rotineiramente. Mesmo eu, sem nenhum conhecimento de feitiçaria, posso sentir o pulso vibrante de poder mágico vindo das torres.

Devo parar de escrever agora, pois estou ficando muito cansado, e ainda tenho de verificar os cavalos.

Continua...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O diário de Dar Inberlon, parte 1


(Olá pessoal, este é a contextualização básica para a campanha em Glantri, o Reino da Magia, que começarei a mestrar neste carnaval, é importante que leiam estas e as próximas postagens antes de começarmos para que tenham uma ideia dos personagens).

O Diário de Dar Inberlo
Fonte: Glantri, Kingdom of Magic, TSR, 1995 (Folhetos 7A e 7B)
Tradução livre de Thiagaum

Legenda:
Negrito:        Nomes de Reinos do Mundo Conhecido
Sublinhado:    Organizações ou personalidades políticas importantes
Azul:               Nomes de Principados/Clãs
Verde:             Regiões geográficas
Laranja:           Cidades importantes


21 de Ambyrmont: Eu não conheço muito sobre Glantri, mas o que sei me preocupa. Uma terra governada por magos deve muito diferente do que qualquer outra no Mundo Conhecido. Eu não sei o que esperar de um lugar que acolhe monstros como cidadãos mas executa abertamente os anões de Rockhome. Parece-me ser uma terra contraditória onde coexistem situações de liberdade e de opressão, de ordem e de anarquia.
Não, eu não estou ansioso por minha viagem dentro das fronteiras deste reino. Nem um pouco.

24 de Ambyrmont: Quando saímos do perigo das Terras Arruinadas, muitos do nosso grupo suspiraram aliviados. Outros de nós, que ouviram estranhas histórias sobre Glantri, sentiram-se como se estivéssemos apenas trocando um perigo por outro.
Passamos a noite em Trintan, uma vila não muito diferente de qualquer outra. Aqui nós aprendemos com os moradores que Glantri é governado por um conselho de 13 Príncipes Magos (a maioria de nós já sabia disso). Cada um destes lordes controla um principado dentro Glantri. No entanto, parece que vastas áreas permanecem fora dos principados - Trintan reside em uma região como esta. (Aparentemente, o Conselho de Príncipes é um corpo que rege estas áreas não afiliadas) Acredito que Glantri soa como uma terra de leis complicadas e excessiva burocracia.
Trintan situa-se entre os dois principados élficos de Erewan e Belcadiz. Embora menor, o clã Belcadiz tem o melhor relacionamento com o resto do reino do que seu rival Erewan. Os elfos de Erewan são primos próximos dos refugiados da antiga Alfheim (de pele e cabelos claros, um povo nobre, porém distante), enquanto os Belcadiz são únicos em seu cabelo escuro, sua compleição e seu estilo dramático típicos do Glantrianos.
Pessoas dizem que Erewan é um principado em cerco, pois orcs, goblins e sua laia invadem as terras dos elfos de seu principado de humanoides vizinho. Esta região monstruosa, chamada Nova Kolland, situa-se em torno da Grande Cratera: um grande buraco no solo criado quando um enorme meteoro caiu do céu durante as terríveis guerras há poucos anos atrás. Alguns dizem que os próprios Imortais enviaram a rocha, mas eu não conheço muito sobre isso. No entanto, uma coisa é certa – grande parte da região sul de Glantri ainda está em ruínas.
Meus companheiros esperam fazer negócios com os elfos, particularmente os Belcadiz. Eles especulam que o tecido de renda élfico será extremamente valioso quando voltarmos para Karameikos. É realmente lindo eu devo admitir. Nosso objetivo final é chegar à capital deste país. Esse é o verdadeiro centro de comércio.


(As datas a seguir estão erradas, pois os meses de Mystara têm apenas 28 Dias. Mas vou manter como esta no original para não criar confusão. Não sei como a TSR foi cometer um erro desses...).

29 de Ambyrmont: Agora estamos em nosso caminho para o coração deste reino: a sua capital, Glantri City. Nós passamos pelas terras élficas tendo conduzido negócios em uma cidade chamada Nova Alvar. Um cavalheiro interessante teve-nos tempo para explicar algumas das intrigas locais enquanto meus companheiros compravam alguns tecidos de renda élfica. Eu aprendi que Glantrianos são inimigos de longa data dos Canados de Ethengar, que fica a leste. Dois principados: Krondahar e Bramyra foram construídos originalmente por Magos de Ethengarianos perseguidos e suas famílias. Agora, a maioria dos Glantrianos não gosta de seus descendentes, devido à sua herança. (Parece que eles amam odiar). Não obstante, estes dois principados "suspeitos"- em especial Bramyra, o reino mais jovem - são encarregados ​​de defender Glantri contra uma invasão Ethengariana. Esta invasão não ocorreu em quase 400 anos ... Estes Glantrianos são uma raça estranha.

30 de Ambyrmont: Uma tempestade de raios pesada, que durou o dia inteiro, dificultou a nossa viagem com muito vento e lama - e esta é uma das poucas estradas boas Glantri. Eu entendo que muitas pessoas dependem dos rios para o transporte ao invés das estradas, mas, aparentemente, a maioria simplesmente não viaja muito - até mesmo de principado para principado. Meu amigo Theris diz que parte do motivo de as pessoas não viajarem muito é a natureza sinistra do próprio local. Admito, eu nunca vi noites tão escuras quanto nas estradas de Glantri. Nós todos ouvimos contos de vampiros e monstros mágicos, mas eu não acho que nenhum de nós acreditou neles ... até agora. Há uma espécie assustadora de frio no ar daqui.
Disseram-me que o sentimento de ameaça piora a medida que se vai mais ao norte. Aparentemente, vampiros e outros mortos-vivos infestam dois dos principados ao norte de Glantri: Boldavia e Klantyre. Boldavia em particular, é dito ser um lugar escuro e terrível, onde os nobres governam os cidadãos oprimidos com uma crueldade desumana. Klantyre também, embora aparentemente mais inócuo está sob uma sombra horrível, cuja fonte é desconhecida. Talvez eu aprenda mais em Glantri City.

Continua...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A História de Lowi Avardan, parte 2


Parte 2 – A grande tragédia

A história de nosso mestre Maylen nos causou, obviamente, um grande espanto. Agora eu e meus colegas possuíamos as Relíquias de Ildossar, um presente encomendado pelo Imortal Mealiden para um presente à Lady Callarii. Éramos agora os guardiões do Clã Callarii.

Durante uma década e meia Erial, Nali e eu continuamos nossa vida em Rifllian. Trabalhávamos como defensores da cidade contra góblins e alguns ladrões que vez ou outra assaltam os comerciantes da cidade. Por opção, escolhemos não espalhar a história das Relíquias de Ildossar. Não queríamos que uma história nos fizesse heróis, queríamos ser reconhecidos como tais. Mestre Maylen também continuou na aldeia, mas agora, era raramente visto, apenas eu e meus colegas o visitávamos alguma vezes por ano.

Foi numa ventosa tarde outonal de Ambyrmont que vivi o momento mais infeliz de minha vida. O vento soprava lentamente, como se a própria terra estivesse em luto. E então, vimos uma enorme silhueta no crepúsculo. Eram nossos irmãos de Alfheim que chegavam a nós Callariis, buscando aconchego. Os elfos que habitavam Rifllian, mesmo aqueles que eram ricos comerciantes, pararam imediatamente o que estavam fazendo e correram para o horizonte para ajudar seus semelhantes. Naquele dia, cerca de trezentos elfos chegaram à Rifllian, e mais duzentos chegaram nas semanas que se seguiram.

Ajudei a um homem de aparência jovem, que aparentava ser apenas algumas décadas mais velho que eu. Ele era forte e de aparência saudável, mas seu corpo estava coberto de feridas. Carreguei-o até minha tenda, mas quando ia sair para buscar alguém que pudesse lhe prestar melhores cuidados, ele segurou meu braço e disse:

 - Deixe que os curandeiros daqui cuidem dos outros primeiro.

Ao ouvir tal pedido, voltei-me e sentem ao seu lado. Tratei de seus ferimentos da melhor maneira que pude, como Maylen me ensinou. Quando terminei achei que estava adormecido, mas para minha surpresa ele disse:

Selleon como o encontrei
 - A quem tenho a honra de conhecer?

 - Meu nome é Lowerdin Avardan – respondi, um pouco assustado – agora descanse, meu caro...

 - Selleon. Selleon Ivorein.

No dia seguinte, sai de minha tenda e fui direto à morada de Mestre Maylen. Rifllian estava desoladora. Havia refugiados por todo o local, o comércio estava parado e muitos outros elfos que viviam no interior da floresta de Radlebb vieram para prestar assistência aos imigrantes. Mestre Maylen estava hospedando uma família conhecida sua. Disse-lhe:

 - Mestre, precisamos fazer algo!

 - Já estamos fazendo o que está ao nosso alcance, Lowi – respondeu-me.

 - Tal injustiça precisa ser reparada. Alfheim é sua terra natal, mestre! Podemos reunir os guerreiros Callarii de toda Radlebb e talvez até o próprio duque Thyatiano que governa essas terras nos preste assistência. Em um mês, talvez dois, poderemos nos agrupar e marchar para Alfheim!

 - As coisas não são tão simples assim, Lowi. A tragédia que se abateu sobre Alfheim é de proporções nunca antes vistas. Não seja tolo, rapaz, ajude às pessoas que chegarem e estará fazendo muito por elas.

Sai da tenda de Maylen sem dizer mais nada e quando voltei à minha, encontrei Selleon tentando se levantar e empurrei-o de volta para a cama. O elfo aceitou a contragosto. Depois que lhe dei algo para comer, contou-me sua história. Disse que Alfheim está em guerra com os elfos das sombras há mais de meio século. A magia que protegia o reino era pouco a pouco dissipada à medida que o inimigo avançava. Os Drows, como se chamavam esses elfos, lutavam em número assombroso, usando magia destrutiva poderosa e comandando criaturas infernais que habitavam as profundezas. Toda a floresta mágica de Canolbarth fora corrompida e agora havia somente desolação.

 - Minha família é de Feador, ao leste do reino. Eu trabalhava como mensageiro e já viajei a todos os limites de Canolbarth. Também lutei para proteger minha cidade natal, mas minha mulher, fora o primeiro alvo dos invasores. Ela e todos os outros clérigos de Feador foram mortos por uma enorme criatura que não ouso nem mesmo descrevê-la. Minha pequena filha, Airin, fora capturada pelos malditos drows. Juntei-me à uma comitiva que fugia para uma terra que ainda chamávamos de Traldar, onde há séculos a tribo de Lady Callarii se estabelecera. Estavam todos esperançosos de que nossos irmãos nos receberiam bem, e felizmente, assim o foi.

Selleon hospedou-se em minha tenda e nos tornamos grandes amigos. Ele me deu muitos detalhes sobre a invasão Drow e situação de Alfheim. Em mim, crescia cada vez mais a vontade de fazer algo. Não sabia dizer exatamente o que queria. Sabia que não podia vencer os Drows sozinho, mas não podia ficar parado. Tinha de ir à Alfheim. No entanto, mesmo com essa determinação, passaram-se ainda alguns anos antes que tomasse minha derradeira decisão.

 - Você está louco! – gritou-me Maylen batendo a caneca com vinho na mesa, após me ver com a espada na bainha e a mochila pronta para viagem, Erial e Nali lançavam-me também olhares com um misto de reprovação e surpresa – você vai morrer logo que pisar em Alfheim! Além do mais, você possui uma das Relíquias de Ildossar, não podemos permitir que ela caia em mãos inimigas. Mais do que isso, as Relíquias devem permanecer juntas!

 - Então venham todos comigo! Tenho certeza que se estivermos juntos podemos fazer algo por Alfheim. Se ficarmos aqui parados não é que não estaremos fazendo nada – respondi.

 - Sua motivação é nobre, Lowi, mas não pode ser tão impulsivo. Vai cometer uma grande loucura! – disse-me Erial.

 - E ainda tem coragem de convidar-nos para a morte certa! – disse-me Nali.

Durante mais de uma hora, Maylen e meus colegas tentarem me convencer desistir desta ideia. Mas naquela mesma noite, deixei um recado à Selleon em minha tenda e parti. Nos primeiros dias de minha viagem vaguei perdido pelas florestas e colinas de Karameikos. Sentia muito medo, mas não podia voltar. Desejava profundamente que meus amigos tivessem vindo.

O treinamento de Maylen me preparou para diversas situações em uma viagem ou aventura, mas é somente quando se caminha com as próprias pernas que se aprende de verdade. Após uma semana de caminhada nos campos karameikanos cheguei à um pequeno vilarejo chamado Verge. Lá conheci Alex e ser desprezível (que eu infelizmente só iria perceber muito mais tarde) chamado Lom. Foram os primeiros companheiros que tive em minha jornada e isso acalmou meu espírito.


Um dos locais em Alfheim como Selleon me descreveu, no entanto, hoje está totalmente corrompida
O resto você já conhece, minha querida Rubi. Viajamos durante algum tempo pelas áreas rurais e silvestres do reino, onde o mal se manifesta até mesmo nas menores formas. Não imagino que isso tenha me atrasado de minha missão para com meus irmãos de Alfheim, sinto profundo prazer em ajudar as pessoas que encontro em meu caminho, como a jovem traladarana, aspirante à Espada de Halav, que sonhou com um unicórnio em perigo. Havia também o povo que tinha seu dinheiro extorquido por aquele maléfico gnomo. Marna a fugitiva dos Drows; o mercador Juster, sequestrado pelo Anel de Ferro; Bertrak, Teobaldo e outros que sofreram com a maligna bruxa. Tenho certeza que tudo isso deixou-me mais forte, e aproximou-me mais de minha missão.

domingo, 23 de dezembro de 2012

A História de Lowi Avardan


Parte 1 – A vida nas Florestas de Radlebb

Minha cara Rubi... Não acha que essas almofadas de tecidos Ylaruanos são um luxo desnecessário para nossa modesta base de operações? Tudo bem! Entendo seu bom gosto, sentemo-nos nelas e contar-te-ei minha história. Imagino que tenha lido meus últimos registos, não? Eles são importantes para entender minha história. Como coloquei, os Elfos Callarii são descendentes do clã liderado pela magnífica Lady Callarii que abdicou de seu amor, o Imortal Mealiden, em nome do povo élfico que não podia seguir viagem. Meus ancestrais chegaram nesta terra num momento em que o povo traladarano vivia o período conhecido como Era Negra. De fato, talvez aquele momento também fosse uma era negra para os elfos.

A tribo de Lady Callarii se instalou nas florestas de Radlebb, onde plantou nossa Árvore da Vida, da qual falarei em uma oportunidade futura. Por isso, até hoje, a maior parte dos Elfos Callarii nasce no interior dos bosques. Há, como você deve ter imaginado, goblins por lá. Nossos pais se preocupam bastante com fato e por isso os casos de ataques goblinóides à crianças elfas são muito raros – mas acontecem. No entanto, nesses meus poucos cento e oito anos nunca ouvi nenhum caso grave.

Nossa infância é muito similar aos contos de fadas e sonhos dos humanos. No interior da floresta brincamos de esconde-esconde com as pixies de asas coloridas, que não têm mais de trinta centímetros de altura. Aprendemos sobre o este e outros mundos ouvindo as belíssimas narrativas e canções dos sátiros. E os centauros ensinam-nos sobre as plantas e os animais, principalmente sobre os cavalos. Por volta dos nossos cinquenta ou setenta anos atingimos a maioridade e partir de então começamos a buscar nossos próprios caminhos. É como acordar de um sonho que durou uma vida inteira. Cada um busca a profissão com que mais se identifica. Alguns se tornam patrulheiros das florestas, outros se tornam criadores de cavalos ou agricultores. Poucos se tornam comerciantes ou aventureiros.
A infância dos Elfos Callarii em meio as fadas é indescritível como um sonho

Eu acreditava que estava destinado a ser um silvicultor, como meus pais, plantando as belíssimas árvores da floresta que produzem madeira, raízes e seiva de ótima qualidade. Para nós elfos, as árvores crescem como num piscar de olhos. No entanto, em uma de minhas visitas à Rifllian, principal posto comercial dos Elfos Callarii que conheci Maylen Silverbow, um famoso aventureiro de Alfheim que iria se estabelecer na região por algum tempo.

- É isso mesmo que entendeu, meu jovem, – disse-me Maylen com seu jeito espalhafatoso, colocando os pés sobre a mesa da taberna e acendendo um cachimbo avermelhado – tirarei umas férias de algumas décadas aqui em Radlebb e gostaria de ensinar um pouco do que aprendi para alguns Callariis jovens que sejam especiais.

- E o que faz o senhor pensar que sou especial? – perguntei um pouco confuso.

- Com isso me preocupo eu – respondeu o aventureiro após uma longa baforada – de qualquer forma, penso em começarmos imediatamente, isto é, daqui uma ou duas semanas. Mas se aceitar preciso que já fique comigo até lá, envie portanto um mensageiro a seus pais, comunicando-os de sua decisão.

Maylen Silverbow: um mestre
que é exigente no treinamento mas
empre mantém o bom humor
Essa foi certamente uma proposta que me pegou de surpresa. Percebi, mais tarde, que outros jovens  sentiam profunda inveja de mim – afinal não havia pedido para ser aprendiz do famoso Maylen, fora escolhido por ele. O fato que eu nunca ter me destacado em nenhuma atividade em particular deixou-os ainda mais irritados. Como lhe disse, a vida de aventuras não era o que esperava para mim. É claro que ficava empolgado quando ouvia histórias de heróis locais como Brielae ou Ethrin, ou mesmo do próprio Maylen, mas nunca me imaginei sendo o personagem principal destas histórias. Por fim, aceitei e, semanas depois, conheci meus colegas de tutela.

A primeira deles era Nalied Lehuts, ou apenas Nali, como a chamávamos. Possuía um espírito corajoso e dedicado. Era extremamente perfeccionista, disciplinada e muito dura consigo mesma. Montava cavalos élficos desde criança e com habilidade maior do que de costume. Meu outro colega era Erial del’Arnid, dono de um conhecimento invejável para a maioria dos anciãos. Seu grande fascínio era a magia. Em sua infância, as fadas da floresta lhe ensinaram segredos há muito tempo guardados. Teve também acesso a livros de civilizações antigas de Mystara, o que fazia com que as pessoas suspeitassem dele, mas estava sempre à procura de mais.

Como pode perceber, meus colegas sim eram representantes excepcionais da raça élfica, e eu em nada me assemelhava com eles. Levantei esse fato para meu mestre após meus frequentes fracassos nos primeiros meses de treinamento:

- Ora Lowi, pois é exatamente nisso que você se diferencia de seus colegas – disse-me Maylen – por acaso não percebe que sua humildade e força de vontade fazem com que você tenha um coração de ouro? Veja por exemplo, Nali, sua agilidade e força são fenomenais, mas sua disciplina excessiva à deixa cega para as coisas que são realmente importantes. Erial, nem se fala, às vezes sinto que ele tem uns quatrocentos anos a mais que eu, tamanho o seu conhecimento, no entanto sua extrema ambição e arrogância já o colocaram e possivelmente o colocarão em outros apuros. Entenda da seguinte forma, Lowi, estou aqui para treinar seu corpo e sua mente. Com relação aos outros estou aqui para treinar seus corações.

Após esse dia passei a me sentir melhor, meu treinamento finalmente começou a dar resultados e pouco a pouco me aproximava do nível de meus colegas. Aprendemos o uso de armas de diversas espécies, magias para todas as situações, leitura de autores elfos e humanos, sobrevivência em situações adversas (principalmente em cidades, que são ambientes muito selvagens para nós elfos), enfim, toda uma infinidade de habilidades que um aventureiro ou defensor deve possuir.

Após uma década de treinamento duro, nosso mestre achou que era hora de nos recompensar pelo esforço dedicado, fato que o fazia sentir-se muito satisfeito:

- Podem interpretar isso como uma “formatura” se isso os agrada – disse-nos Maylen, abrindo uma grande arca que ficava no canto mais desorganizado de sua tenda – mas vocês realmente me impressionaram neste breve tempo que passamos juntos.

Ele retirou do baú três objetos e colocou-os sobre a mesa. Eram armas que pareciam pertencer a uma era antiga e sentíamos que eram imbuídas de grande poder. Após algumas palavras para cada um de nós, falando do quanto aprendemos, Maylen entregou-nos as armas. Deu o arco à Nali, o cajado a Erial e a espada para mim.

- Estas são as Relíquias de Ildossar – prosseguiu Maylen – encontrei-as em minha última aventura em Alfheim, onde infelizmente perdi meus dois companheiros. Em meu desespero por perder meus amigos de tantas aventuras tive vontade de amaldiçoar e destruir estes objetos. Mas antes que pudesse fazê-lo, tive o momento mais incrível de minha vida. O próprio Imortal Mealiden Starwatcher manifestou-se para mim e contou-me a seguinte história:

Erial del'Arnid com sua Relíquia de Ildossar.
“Ó magnífico guerreiro da terra que fundei, abençoado sejas tu por ter encontrado as Relíquias de Ildossar. Pois saibas tu, que esta história nunca fora antes contada. Logo que chegamos à Alfheim, encomendei a Ildossar, meu melhor artífice, que forjasse as mais poderosas armas para que pudesse presentear minha querida Callarii. Os guerreiros que usassem tais armas seriam exímios representantes do Clã Callarii, um grupo de elite, defendendo sua líder e seu povo. No entanto, antes que o artífice pudesse me entrega-las, ele fora assassinado por um elfo das sombras e as relíquias se perderam. Agora, Maylen, tu as encontraste! Leve-as aos Callarii e encontre guerreiros dignos de usá-las”

- Mealiden me incumbiu de encontrar aqueles dentre os Callarii que merecessem possuir as Relíquias de Ildossar. Vocês três são agora seus donos. Conheçam seus poderes e usem-nas com sabedoria. As notícias de Alfheim começam a chegar aqui, o Elfos das Sombras retornaram e agora nosso reino místico está em perigo. Esse é o melhor momento para que os guerreiros das Relíquias de Ildossar ressurjam!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Aldeia Élfica de Rifllian

por Rendclaw (www.pandius.com)
Tradução livre de Thiagaum

Os Registros de Lowi Avardan

Ontem enquanto ajeitávamos nossa recém adquirida base de operações, Silvana Rubi me pediu para que contasse minha história. Respondi com certa hesitação seria uma grande honra, mas antes precisaria escrever um resumo sobre o posto comercial de Rifllian, onde passei a maior parte do tempo. Aqui listo algumas das pessoas mais influentes da cidade e da floresta de Radlebb, onde boa parte da população de elfos callarii vive.


Lowi Avardan

Rifllian
Aldeia Comercial Independente, aliada ao Reino de Karameikos

Lady Prestelle Highstar em seus tempos de aventura, hoje
sua aparência se assemelha mais à uma mercadora.
Governo: Mercadora-Chefe Prestelle Highstar (Clériga de Ilsundal), é uma brilhante e astuta aventureira recém-aposentada cuja capacidade de lidar com problemas de forma rápida e eficiente valeu-lhe o manto da liderança para a comunidade durante os últimos dez anos.

Leis: Rei Stefan Karameikos tem com Lady Prestelle um acordo para impor suas leis ao lidar com os humanos e os visitantes da área. Mas quando lidando com sua própria raça, os callarii seguem seus próprios costumes e leis.

População: Aproximadamente 170 elfos e humanos vivem no vilarejo de Rifllian propriamente dito. No entanto por volta de 1.500 elfos e 500 humanos habitam as Florestas de Radlebb à oeste.


Principais atividades: comércio, itens de manufatura élfica (armas, equipamentos, artesanato) e cavalos.

A principal atividade dos elfos callarii é
a criação de cavalos
Forças armadas: Um dos esquadrões da Guarda Élfica mantem residência permanente aqui (25 soldados de infantaria/cavalaria, 15 batedores e um capitão) de modo a manter a paz nos vilarejos do bosque e patrulhar as redondezas. Entretanto, em momentos de crise os elfos podem formar sua própria milícia com aproximadamente 500 membros.

Igrejas notáveis​​: Não existem igrejas organizadas em Rifllian, já que a maioria da população adora suas respectivas deidades em suas próprias maneiras. Prestelle lidera cultos em adoração a Ilsundal, sendo o mais alto membro do ranking do clero na comunidade.


Lojas de equipamentos: parciais, pobres no inverno.

Alojamentos para aventureiros: apenas a Estalagem do Ganso de Prata, dirigida por Stubbs Plattermann (LB, hin). A tarifa e os alojamentos são mais do que a maioria poderia esperar de uma pousada em uma cidade tão pequena, uma verdadeira pechincha (ótimo/bom).

Ladinos e Guildas Notáveis: Nenhum conhecido. Há alguns poucos elfos ladinos em Rifllian, mas maioria deles normalmente rouba comerciantes que trabalham de maneira desonrosa ou que tentam comercializar mercadorias ilícitas, como escravos.


Magos notáveis:
Longbranch Othar (NB, elfo callarii, mago) Othar é um aventureiro aposentado, e tem uma loja de venda de itens mágicos de alta eficácia. Potenciais compradores são secretamente sondados das suas intenções por sua esposa e parceira de negócios, Jalaitha, que dizem poder ler a mente das pessoas (NB elfa callarii, psiônica).

Argentian (LN, humano, adivinhador) Uma pessoa reclusa, Argentian fugiu de Thyatis quando matou um oficial importante, que estava prestes a cometer traição. Vários amigos poderosos do referido oficial teceram a história de modo a fazer Argentian o traidor, e colocaram uma recompensa grande por sua cabeça. Ele vive em Rifllian há apenas alguns meses, e deseja extrair sua família do império.

Maylen Silverbow (CB, elfo de Alfheim, guerreiro/mago) É um elfo brincalhão e jovem, seu poder cresceu rapidamente depois de ter aventurado em Alfheim por várias décadas. Agora, faz "uma pausa" de algumas décadas de suas viagens, e ensina magos aprendizes nas horas vagas. (Maylen será importante em minha história pois foi meu mestre).

Vestimenta comum entre os mercadores de Rifflian:
similar à atual moda de Mirros que combina o thyatiano
e o traladarano, mas com detalhes élficos.
No interior das florestas de Radlebb, as roupas  são
menos luxuosas  e indicam a profissão quem as usa. 




























Personagens importantes:
Brielae Soaringsky (NB elfa callarii guerreira/maga), uma aventureira que faz das florestas de Radlebb sua casa quando não está na estrada ou ajudando seu amigo Ethrin (veja abaixo) em suas missões para Rifllian.

Ethrin Shadowstalker (CB elfo callari, ladino), também um aventureiro e um amigo de Brielae. Ele é frequentemente encontrado viajando através das florestas Radlebb, verificando rumores de goblinóides malvados invadindo as aldeias e casas em torno de Rifllian.

Taya Moonsfall (CB humana, ladina), um ex-moradora do vilarejo de Tanglewood, um assentamento humano que fica dois dias de viagem a oeste da Rifllian. Atualmente, ela está à procura de seu amigo muito próximo e querido, Arravis (NB humano, guerreiro).

Características importantes da cidade: Rifllian se parece com qualquer outra aldeia grande, com várias dezenas de barracas e casas de madeira distribuídas no mesmo padrão das árvores. Lady Prestelle geralmente conduz os negócios de sua grande tenda no centro da vila.

Desenho feito por um artista local da vista de Rifllian a partir da Estrada do Rei.
Conhecimento Local: Embora Rifllian tenha heróis como Brialae Soaringsky e Shadowstalker Ethrin, Lady Prestelle está sempre procurando por aqueles que estão dispostos e capazes de ajudar a defender os que habitam as florestas Radlebb. Qualquer grupo de aventureiros que desejar pode se tornar o que Prestelle chama de Defensores de Rifllian, através da assinatura de contratos de três meses, seis meses, ou um ano completo para serem chamadas a ajudar com qualquer problema que as aldeias ou os habitantes da região possam ter. Isso pode ser por vezes um negócio lucrativo, já que  Prestelle estabelece recompensas de acordo com a dimensão do problema e a eficácia com que é tratado.